
São Paulo e Galo brigam cada palmo em direção àquela frestinha no portal que leva à Libertadores. Era, pois, um jogo decisivo esse do Morumbi em que o Tricolor, de cara, já levava a vantagem do campo e das arquibancadas.
Mas, num jogo parelho, quem saiu de cara à frente foi o Galo, com aquele pênalti de Pablo Maia que Vargas converteu sem sustos.
O Tricolor, porém, esfalfou-se na disputa pela bola, sob o suor extremo de Carelli, que não dá sossego ao inimigo, chegou à virada antes do intervalo, graças ao gringo artilheiro, autor de dois gols sofridos.
E assim foi levando segunda etapa em diante, até que, lá pelos 27 minutos, Rogério Ceni resolve impor no seu time a Lei do Escorpião adaptada ao futebol.
Assim como o asno, ciente do que o esperava ao dar carona ao escorpião no transpor do rio onde inevitavelmente levaria a picada mortal, Rogério está cansado de saber que, ao lotar sua equipe de beques e volantes pra preservar o placar apertado, só estava estimulando o gol de empate, de Vargas.
Não deu outra e o São Paulo perdeu a grande chance de inverter de posição com o Galo na busca daquela vaga ainda incerta ao torneio continental.
Tudo isso soa como as últimas palavras do escorpião quando afundava, em resposta à incredulidade do asno: “Que fazer se essa é a minha natureza?
Diretamente: Rogério está entre fraco e mediano como técnico. Está tendo uma chance de ouro, um estágio de ouro como técnico. Como ele deverá continuar, a torcida tricolor deverá ter muita paciência.
O Asno e o escorpião? Muito boa sua prosopopeia nessa matéria sobre o jogo do São Paulo! Mas, como sempre digo, o técnico não é o único responsável pelas vitórias do time, mas com certeza é o principal culpado pelas derrotas, ou improváveis empates! O Rogério Ceni que o diga!