Haja chianti, meu!

Palmeiras conquistou o título brasileiro antecipadamente (Foto: Divulgação/Cesar Greco)

O Palmeiras levantou a taça sagrada, cheia de hidromel, a bebida dos deuses, e entrou no Parque festivo ao som da tarantella, celebrando o presente glorioso e o futuro esperançoso com a presença do menino Endrick, pela primeira vez iniciando um jogo por seu time.

E foi ao compasso dessa dança doida, extraída do veneno da tarântula, que o Verdão massacrou o Fortaleza por 4 a 0.

Os gols começaram a pingar desde o início, logo aos 15 minutos de bola rolando, com Rony aproveitando passe medido de Scarpa, o melhor assistente do Brasileirão, que, no sentido contrário, começa a se despedir de vez do Palmeiras. E nisso não há celebração nenhuma. Afinal, no atual elenco verde, só Veiga, quando recuperado de todo, tem talento para substituir Scarpa nessa função básica de armar seu ataque.

Aos 31, entrou na festa quem faltava: Dudu, um dos segredos da conquista verde, chegou diante da meta adversária e meteu uma colher de prata na bichinha, encobrindo o goleiro: 2 a 0.

Não contente, logo aos 3 minutos do segundo tempo, Rony somou mais um: 3 a 0.

Bem, depois de criar várias situações para aumentar o placar, o Verdão acabou festejando com o brinde final, tão esperado: o primeiro gol de Endrick no Parque – cruzamento rasteiro de Dudu colhido embaixo da trave pelo menino, que já merece herdar o apelido dado a Lima, o Bambino D’Oro, em tempos remotos.

Haja chianti, meu!

 

 

 

5 comentários

  1. Foi uma conquista memorável: no campo, na raça, contra a arbitragem, contra a “secagem” dos rivais, contra tudo, afinal ! Logo no início de 2021, o técnico Abel Ferreira criou a metáfora da montanha, comparando cada um dos 13 jogos da edição passada da Copa Libertadores com uma espécie de cordilheira para que os jogadores entendessem a importância daquela conquista. A estratégia se mostrou bem-sucedida, já que o Palmeiras chegou à glória eterna, com o terceiro título continental.
    Então, em 2022, o plano passou a ser outro. A prioridade era conquistar o Brasileirão, uma das “ligas mais difíceis do mundo”, nas palavras do técnico de 43 anos. A fórmula foi passada ao elenco: concentração máxima, constância, solidez e regularidade. O time correspondeu e provou ser eficiente também no torneio de pontos corridos.
    Depois da eliminação na semifinal da Libertadores, Abel e o elenco passaram a chamar de 13 finais os jogos que restavam. Ele pediu aos atletas para “fazer igual, mas melhor” a cada rodada e eles entenderam, tanto que foram protagonistas de uma campanha irretocável, que inclui melhor ataque, defesa menos vazada, invencibilidade como visitante, liderança desde a décima rodada, série invicta de 19 jogos — que ainda pode aumentar — e apenas duas derrotas.
    “O que fizemos aqui, muito honestamente e direto, foi plantar muito trabalho, amor e carinho. Acredito que com isso tudo é possível na vida, seja em que profissão for. Acho que nada na vida derrota isso”, filosofou o português, que para muitos já é o maior técnico da história do agora hendecacampeão nacional. Mestre Helena por favor, mande meus pêsames e um abraço consolador para o Chico Lang, que a essa altura deve estar muito “angustiado” e com uma enorme dor de cabeça! kkkk

  2. Concordo com o Helena Jr. que realmente o Chianti (e mesmo o Provolone) vão sumir do mercado. Venceu o que tropeçou menos no combate de pontos corridos. Infelizmente deixou caírem a Taça Brasil e a Libertadores, entretanto o Abel Ferreira vai ser perdoado pela torcida, pois a temporada foi uma verdadeira corda bamba para muitos concorrentes, ou se escorrega de um lado ou de outro. Parece que o Abel preferiu adicionar o Brasileirão em sua coleção de títulos, ele não planejou entregar o jogo para o Atlético PR na Libertadores, mas as circunstâncias (titulares lesionados ou suspensos, time cansado, Endrick guardado muito tempo na gaveta) acabaram afunilando o time no Brasileirão. O Ademir da Guia observou bem, eu conheci e assisti jogos de ambas as Academias e acho também que esta geração Abel Ferreira é a terceira Academia. O futebol mais bonito foi jogado pela primeira academia, entretanto naqueles anos os times descansavam muitas vezes uma semana inteira e jogavam um campeonato após o outro. Agora jogam o ano inteiro vários campeonatos ao mesmo tempo, e como se diz, ninguém é de ferro. Prova é que vários chamados “grandes” terminaram aterrissando de barriga e vão ter que se recompor muito para a próxima temporada, enquanto o Verdão só precisa encaixar o Endrick e repor uma ou outra peça para repetir a temporada deste ano até com mais sucesso. Agora o Palmeiras tem um treinador científico, mas que valoriza o fator humano, com certeza ele vai continuar engolindo títulos.

  3. O futebol jogado na época do Ademir da Guia era um futebol romântico, de pouca pegada e mais clássico, onde os verdadeiros craques tiveram a oportunidade de mostrar toda sua categoria. Eu duvido que hoje em dia o Da Guia conseguiria desfilar aquele futebol elegante e maravilhoso que o caracterizou na época, ou que mesmo o próprio Pelé, o maior de todos, conseguiria aquelas famosas arrancadas, driblando 4 ou cinco marcadores e fazendo belos gols. Hoje em dia esses atletas tomariam tantas “porradas” que inevitavelmente estariam encostados, de “molho”, no departamento médico do clube. Eu considero o atual time do Palmeiras melhor do que a primeira e segunda academia, já que nos últimos dois anos o verdão quebrou todos os recordes, tanto na Libertadores da América, como no futebol brasileiro. Conquistou muitos títulos, e se tornou um dos melhores times da América e do mundo, juntamente com o Flamengo, coisas que as saudosas academias não conseguiram. É uma pena que a nossa imprensa paulista, compostas pela sua maioria de corintianos e são paulinos, não valorizem devidamente as conquistas do verdão, conquistas essas que têm um valor extraordinário para o futebol paulista e brasileiro! PARABÉNS PELO HENDECA VERDÃO, AMADO CLUBE BRASILEIRO! TU ÉS FORTE, TU ÉS GRANDE! E que venha 2023, com muitos títulos….

  4. Gastar tanto dim dim.pra ganhar só o brasileiro no sofá….. E sem graça nenhuma, diga se de passagem .
    Mas parabenizo nosso rival , fez por merecer.
    Nem vou falar do mundial hoje…hehehehe….

  5. Caro Tião Infiel, teu posting me bota a rir. Me lembra aquela fábula de Lafontaine que contava a passagem da raposa em frente às vinhas carregadas de uvas deliciosas, mas protegidas por um muro muito alto, e dizia “É, as uvas estão mesmo verdes…”
    No momento teu clube passa pelas vinheiras do Verdão e desdenha dele ter ganho “apenas” o campeonato mais difícil do mundo. Dependendo do lado em que você está do muro, as uvas são ainda verdes ou são já prontas para se saborear. O pobre Chico Lang (que com certeza também vê as uvas verdes) diria, “E tenho dito”, rsrsrsrs

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