Fla, maneirando, 4 a 0

Foto: Alexandre Vidal / Flamengo

Basta dizer que, em três minutos de bola rolando, o Flamengo já vencia o São Paulo, no Morumbi, por 2 a 0. E, cinco minutos depois, Calleri era expulso. Se já onze contra onze, o Tricolor levava abissal desvantagem técnica diante do atual campeão brasileiro, que dirá com um a menos e já perdendo por 2 a 0?

Os gols relâmpagos foram realizados por Gabigol, logo aos 25 segundos de bola rolando, em lambança na saída de bola da defesa tricolor, e por Bruno Henrique, numa dessas investidas imparáveis de Michael, a figura do jogo.

Sim, porque Michael, a exemplo do que vem fazendo nas últimas partidas de seu time, a cada jogada, feita de habilidade, intuição e ousadia, vem encantando o amante do futebol, seja ele torcedor de quem for.

Mesmo quando o Flamengo tirou o pé de acelerador, a exceção era o ponteirinho arisco e eficiente que acabou por completar o placar com mais dois gols, somados aos dezessete marcados ao longo da temporada, ainda que sendo apenas um reserva na maioria das partidas.

Aida por cima, Michael foi o centro de uma manifestação típica do brasileiro atual: ao matar uma bola com o calcanhar, sozinho, na direita, a exemplo do que faziam Ronaldinho Gaúcho, Canhoteiro e tantos outros craques do passado deslumbrante do nosso futebol, sofreu assédio inaudito dos jogadores tricolores, em  especial de Reinaldo.

E o juiz, segundo o protocolo brucutu que norteia nossa sociedade “moderna”, ainda foi lá cochichar uma advertência a Michael. A que ponto chegamos nesse processo de eliminar a criatividade, o talento individual do craque e a graça do futebol.! Tudo, em nome do resultado áspero e sem brilho.

Mas, enfim, o Mengão sai do Morumbi ainda respirando um ar rarefeito de chegar ao título brasileiro, enquanto o São Paulo de Crespi Ceni segue se debatendo, sem asas, para escapar do grupo da morte, com seus três zagueiros e desprovido da mínima criatividade no meio de campo e agressividade no ataque.

 

3 comentários

  1. Helena boa noite, pobre SPFC, comandado por um estagiário incompetente será levado pra zona do rebaixamento, não será a primeira vez que ele consegue essa façanha, na era Leco conseguiu essa proeza, foi dispensado por isso, ele não teve olho clínico para ver que a Avenida Diego Costa estava com o sinal aberto pra checar até o gol do Volpi, após 70 minutos de jogo quando estava 3×0 conseguiu ver a estupidez que tinha feito

    1. Alberto, ha uma convencao entre os jogadores que interpretam jogadas como o Michael fez como uma humihacao e menos prezo ao adversario. O juiz fez muito bem em conversar com ele chamando a atenncao
      para isso. Nao reprendeu o Michael. pois ele nao infringiu nada.
      Agora um pedido: poderia me informar os nomes que compoe a comissao tecnica ? O unico nome que conheco
      e o Belmonte.

      Quanto ao Antonio Braz:: AINDA ESTAMOS NA ERA LECO.
      O nucleo LECO continua dando as cartas ccm muita incompetencia.. Tenho que reconhecer que a obtencao
      dos patrocinadores foi muito bem feita mas nos vamos perde-los porque o clube deixou de ser um bom
      negocio para os patrocinadores.. A caixa preta continua, misterios…. A propaganda na midia e muito bem
      feita pelo presidente .. Agora e’ torcer pelo futuro. E que a situacao nao ganhe as proximas eleicoes.
      O SP continua o paraiso dos empresarios.

  2. Bernardo bom dia, para um Clube que foi comandado por Cardeais e agora por amadores, não podemos esperar outra coisa a não ser essa desmoralização, estão manchando a Instituição SPFC

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