
O Periquito vinha gingando, fagueiro, falante, na trilha do Galo, quando, ops!…, tomou essa virada imprevista no Rio.
Até que se impôs de início, graças a seu maior poderio técnico. Basta comparar os bancos de reserva das duas equipes, pra não falar nos titulares em campo.
E logo saltou à frente, com um golaço de Dudu, um tiro fatal da entrada da área tricolor, no rebote de escanteio.
A partir daí, dá-lhe Abel Ferreira! O time recuou e deixou o Flu ir criando ânimo. Nada vibrante, excepcional, apenas aquele domínio entre linhas, como quem quer mas não pode.
Isso, até o raiar do segundo tempo, quando, aos 27 segundos, Yago acerta um petardo de fora da área que desvia num beque verde e vai às redes de Weverton.
Pois, nem mesmo o empate despertou o Palmeiras, talvez com os pensamentos revoando em torno da decisão da Libertadores contra o Flamengo, mais adiante.
O Flu, porém, que está de olho em metas maios modestas – a Sul-Americana ou, quem sabe, uma vaga na Libertadores do próximo ano – seguiu pressionando, enquanto o Verdão se retraía.
Até que o mesmo Yago, aos 41 minutos, acertou outro balaço fora do alcance do goleiro: 2 a 1.
E olhe que por pouco John Kennedy não faz o terceiro, com aquele disparo no travessão,, já nos acréscimos.
Ótimo para o Flu e nada desesperador para o Verdão, que se ajeita pra encerrar a temporada dignamente, lá no topo da tabela do Brasileirão, em terceiro ou segundo lugar, e com todas as chances de levantar a Copa Libertadores, por que não?
Mas, de qualquer forma, até aqui, em raras exceções, com um desempenho bem abaixo da qualidade de seu elenco.