
E o Brasil já está oficialmente classificado para a Copa do Mundo do Catar, o que não é nenhuma novidade. Aliás, a nossa Seleção é a única na história do futebol mundial que participou de todas as edições do maior torneio do planeta, desde sua implantação em 1930.
Ganhou cinco taças, foi vice duas vezes, se não me engano, e deveria ter sido campeão em, 82, com aquele time encantador e eficiente de 82, sem falar no título perdido nos últimos minutos para o Uruguai, em 50, em pleno Maracanã.
Mas, neste século, quando entramos com o pé direito, ao levantar a Copa de 2002, vemos da arquibancada a preciosa rolar de mesa em mesa, fora do nosso alcance.
Em boa parte porque rasgamos nossa identidade, gravada naquele futebol criativo, vivo, ofensivo, pautado sobretudo na habilidade dos nossos jogadores, em prol do tal “futebol moderno”, essencialmente tático, o mesmo que os principais centros europeus jogaram na lata do lixo da história.
Mas, aqui embaixo seguimos reinando, sob a eterna ameaça dos argentinos, que, finalmente, dão sinais de recuperação desde a conquista da Copa América, o que, por certo, será testado no próximo confronto com o Brasil, pelas Eliminatórias.
O Brasil, porém, vai tocando o barco sul-americano. Nesta noite de quinta-feira, por exemplo, bateu a Colômbia, em Itaquera, num jogo, humm…, digamos, truncado e sem maiores inspirações de parte a parte.
Basta dizer que até Neymar, nossa inspiração suprema, mais errou do que acertou, justamente no que ele é mestre, o drible, a investida imparável, o passe genial, a finalização exata.
Com uma única exceção – o desvio de primeira à entrada da área pra Lucas Paquetá, sozinho diante do goleiro, tocar às redes e estabelecer o 1 a 0 final.
Isso, aliás, ocorreu logo depois de Tite, num rasgo de ousadia, trocar o tal segundo volante, Fred, pelo atacante Mateus Cunha, passando Paquetá a atuar como meia-armador, que é a sua praia.
O que, por sinal, levou a bela e competente comentarista do Sportv, Ana Thaís, a saltar de um lado a outro por cima da definição exata: “Casemiro ficou quase como primeiro volante e Paquetá quase como atacante”.
Claro, pois a figura do meia-armador, aquele que fica um passo à frente do volante e dois dos atacantes, foi banida há tempos do nosso futebol e, por conseguinte, do vocabulário dos nossos comentarista, técnicos etc. E, quando surge um desses armadores típicos, como Gérson, por exemplo, ou é escalado como volante, na mesma linha de Casemiro, ou esquenta banco.
O fato é que a saída de Fred, assim como a entrada de Antony, aberto pela direita, conferiram uma nova dinâmica ao ataque brasileiro. Pena que Vini Jr., do outro lado, não fosse devidamente acionado para provar que pode repetir na Seleção o avassalador desempenho recente no Real.
Bem, de qualquer jeito, a classificação antecipada da Seleção, haverá de permitir a Tite as experiências necessárias para que o time ganhe ainda maior consistência defensiva e, sobretudo, leveza e imaginação a partir do meio de campo. Espero.
Helena bom dia, como não assisto jogo da seleção brasileira não tenho como comentar absolutamente nada, a última que acompanhei e torci com muita gana foi a do Tele Santana, pra mim a de 82 foi a melhor deleção de todos is tempos