
Silvinho, que vinha obtendo progressos no Corinthians, ao escalar um time cada vez mais ofensivo e técnico, desta vez, deu um passo atrás diante do Fortaleza, em Itaquera, ao iniciar o jogo com dois volantes (Gabriel e Du) e o armador por excelência, Renato Augusto, travestido de falso 9.
Por tudo isso, o Timão penou praticamente durante o jogo todo diante do Fortaleza, sem conseguir produzir aquele jogo fluente de antes, Claro, pois o passe inicial, aquele que determina a sequência das jogadas, com Gabriel e Du, saía hesitante, o que permitia ao time cearense recuperar a bola e pressionar a área alvinegra.
E, com Renato Augusto jogando muito adiantado, longe de sua zona de ação no meio de campo, o Timão ainda mais carecia de organização das jogadas ofensiva, que, ao longo de todo o primeiro tempo, se resumiu num disparo fraco de Roger Guedes.
No intervalo, Mosquito entrou no lugar de GP e conferiu maior agudeza ao setor direito. Mas, foi só depois das entradas de Jô, no comando do ataque, e de Cantillo no de Gabriel, que o Corinthians ganhou corpo no ataque.
Renato Augusto meteu uma bola no poste, e, aos 41, Cantillo, servido por Jô, finalmente levou a bola às redes cearenses.
Que isso sirva de lição para Silvinho voltar ao caminho aberto por ele mesmo desde a chegada dos ilustres reforços, escalando Cantillo, mestre no passe inicial, Renato Augusto e Giuliano no meio de campo, e o ataque com Mosquito ou GP, Jô e Roger Guedes.
E, como diria o mais ilustre corintiano, o filósofo Chicão, tenho dito.