Verdão, encorpando o espírito

(Foto: Cesar Greco)

Clássico é clássico; como tal, imprevisível, dizem por aí. Mas, um clássico com tamanha distância técnica entre os dois oponentes costuma calar o velho ditado.

Resultado do clássico na Vila: Palmeiras 2, Santos 0. Placar até modesto pelo desenrolar da partida. E, mais ainda, se o Verdão, sob o comando de Abel Ferreira, conseguisse desenvolver todo o seu potencial.

Mesmo assim, foi mais impositivo e organizado do que o Peixe, que começou jogando com seus três zagueiros, até Carille mudar o braço da viola no segundo tempo, quando teve alguns momentos de lucidez e uma grande chance com Lucas Braga disparando na trave de Weverton.

À essas alturas, porém, o Verdão já vencia por 1 a 0, gol de Rony, aos 43 do primeiro tempo, logo no rastro de outro dele, anulado pelo VAR.

E, aos 28 do segundo período, o mesmo Rony rolaria para Veiga, na área, que tocou com extrema categoria a bola no ângulo de João Paulo.

Justamente Veiga, que, ao lado de Scarpa, confere ao Verdão um toque de inteligência de que o time costuma carecer nas ausências de um ou de outro, quando não de ambos.

Assim, o Palmeiras encorpa ainda mais o espírito de vencedor para a grande decisão da Libertadores contra o Flamengo, logo ali.

Mesmo porque, com a vitória apertada do Galo neste domingo, as esperanças do título brasileiro vão se encolhendo, rodada a rodada.

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