Isso é Corinthians

Foto: Danilo Fernandes/ FramePhoto/GPress

Inacreditável! No último lance da partida, corner cobrado da esquerda é desviado de cabeça por Jô, creio, e cai no pé fatal de Roger Guedes. Cabe ao juiz apitar duas vezes – o gol e o final do jogo.

Jogo em que o Corinthians se postou no campo da Chape, do começo ao fim, tocando passes, driblando, tentando todo tipo de infiltração na área, por cima, por baixo, e nada…

Ou a bola esbarrava na zaga formada por dez jogadores de verde, ou o goleiro Keiller praticava, por baixo, três defesas impossíveis: duas em cabeçadas e uma num giro de Jô na risca da pequena área.

E, conforme o tempo passava, mais a Fiel ficava angustiada por aquela injustiça do destino.

Mas, o velhote aqui, acomodado na poltrona de couro diante da tv, sabia que antes do apito final, São Jorge apontaria sua espada milagrosa em direção a Itaquera e a mágica se faria.

Isso, porque sou de um tempo em que essas coisas se repetiam com uma frequência muito maior, o que acabou por batizar sua torcida de A Fiel.

Era um tempo, aliás, em que nem havia esse acréscimo generoso de hoje em dia – deu 45 minutos, acabou.

Mas, nesse exato momento, Cláudio abria na direita, recebia de Luisinho, o Pequeno Polegar, e cruzava pra Baltazar, o Cabecinha de Ouro, guardar de testa.

Isso era o que eu via. O que eu ouvia dos mais antigos é que exatamente desse jeitinho, Teleco, com suas viradas mortais, vivia salvando o Timão das situações mais embaraçosas no último instante. E assim por diante, como pra trás.

E, pelo visto, assim continuará sendo, só pra colocar o coração corintiano a prova.

4 comentários

  1. E bota São Jorge e sua espada milagreira nesse jogo que seria fácil – contra o último do torneio e uma das piores campanhas de todos os brasileirões – mas que o Sylvinho, outra vez, complicou com uma escalação inicial equivocada e até bisonha.
    Afinal você não precisa ser nenhum gênio do futebol pra sacar que contra um time tão desesperado e retrancado na sua formação, o que você menos precisaria seriam DOIS volantes pra ajudar na marcação de um meio de campo que a Chape logo de cara abdicou. E ainda que esse menino bom de bola Du Queiroz tenha mostrado um ótimo jogo de fintas, penetrações e passes, tanto a presença dele quanto a do Gabriel poderiam ser perfeitamente substituídas por um presença mais adequada e competente de um único volante de passe como Cantillo.
    Isso e mais uma constatação óbvia que se pelo meio não dava, por “las puntas” seria sendo a melhor opção , coisa que o time do Corinthians fez , mas sem efeito algum , porque faltava o centroavante referência lá na frente.
    Coisas que logo cara no segundo tempo o Sylvinho corrigiu. Mas, então, 45 minutos foram simplesmente desperdiçados. E aí só na base do bumba meu boi de final de jogo e com a sorte e oportunismo do Roger “sempre ele” Guedes, pro golzinho salvador pra salvar a pele do Sylvinho.
    E pensar que nesse sábado o próximo adversário é simplesmente a sensação desse campeonato , o Fortaleza de futebol ofensivo e envolvente .E aonde, aí sim , a escalação do jogo de hoje seria muito mais adequada..Mas que algo me diz que esse aprendiz de técnico não a usará….
    Enfim, situação muito preocupante para todos nós da Fiel

  2. Nadar e morrer na praia.Com este elenco,o Corinthians vai morrer antes de alcançar a praia caso consiga chegar na Libertadores. Sem laterais,sem um centro médio (me recuso a escrever “v______e” e sem um centro avante,o vexame será inevitável. Sylvinho – discípulo de Tite,herdou os pontos mais fracos do mestre,que são a teimosia e o conservadorismo. Em 1966 assisti do alambrado do Parque São Jorge um jogador com a camisa nº 5 em final de carreira,que era simplesmente Dino Sani,hoje com 89 anos.Meu Deus!!!,os que jogam na posição dele atualmente na equipe conseguem errar com freqüência passes de 5 metros!
    A soma de Gabriel,Xavier,Cantillo,Richard e Ederson(hoje no Fortaleza),não alcança os calcanhares de Dino.

    1. Esse aí, eu também vi jogar e treinar o time . Meu Deus como ele jogava. Com o Dino Sani, nos anos que ele esteve no time como jogador e treinador, nosso Corinthians “quase” chegou lá. Depois que ele foi embora de vez, só em 1974 voltamos a ter um time pra disputar um título……

  3. esse aprendiz insiste em barrar o mosquito……….so paa contrariar………mas so ele resolve furar retranca…….

    é uma pena agora com contratações boas estamos na mão de um teatral treinador que gosta

    de fazer poze para as cameras ,de tv tem muitos treinadores no nordeste que podem substituir lo

    senão vamos perder essa oportunidade da libertadores…….o DUILIO tem reponsabilidade nesse

    projeto e não pode deixar para o ano que vem ,qualquer decisão de demitilo

    ………..

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