
E o Verdão tá lá, acossando Galo e Mengo nessa tripla disputa pelo título do Brasileirão que já se desenhava desde o início da competição. Afinal são os melhores elencos do país, e isso faz uma grande diferença, posto que, no fim das contas, são os jogadores lá no gramado que definem as coisas.
Pegue-se como exemplo o caso da dupla Scarpa-Veiga, dois meias canhotos, hábeis, inteligentes e de excelente definição de jogadas.
Inexplicavelmente, o técnico Abel, justamente no momento em que cada um deles está esmerilhando, o treinador decide deixar um ou outro, quando não os dois, no banco.
Bem, neste domingo, lá no campo do Grêmio, ambos começaram jogando. Isto porque Scarpa, quando entrou no jogo anterior, decidiu a questão. Fato que se repetiu diante do Grêmio, O recordista de assistências e gols do Palmeiras, logo de cara meteu uma bola no poste de Breno. E, quando, já no finzinho da primeira etapa, deixou Veiga, que havia empatado a partida dois minutos antes, de pênalti, em condições de virar o placar e assegurar a vice-liderança isolada ao Verdão.
Sim, porque muito antes, aos 12 minutos, Douglas Costa deu uma daquelas arrancadas cheia de gingas protocolares e serviu na pinta Diego Alves que abriu o placar.
E aqui, novamente, entra o significado da individualidade: Douglas Costa, vítima de lesões intermitentes, o que reduziu o brilho de sua gloriosa carreira, aqui e no exterior, voltou a jogar neste domingo como nos bons tempos, um autêntico ponta-esquerda, driblador e incisivo.
Mas, não foi o bastante para tirar o seu Grêmio da zona da morte, onde habita praticamente desde o começo da disputa.
E olhe que o Grêmio peitou o Palmeiras, até com certa vantagem no segundo tempo, quando chegou a marcar o gol de empate com o menino Elias, impugnado pelo VAR, por um dedão além da linha fatal.
Isso, arriou o Grêmio, que permitiu ainda no último segundo de jogo, aos 50 minutos, levar o terceiro, de Breno Lopes.
Faz parte.