Venceu o anti-Fla, graças a Michael

Foto: Flamengo/Divulgação

Era pra ser uma decisão de campeonato, pois se o Galo é o líder, disparado, o Mengo ainda tem chance de se aproximar e  criar a maior confusão na reta final. E, foi: um daqueles jogos em que os nervos ditaram o ritmo, com muitas faltas, reclamações e passes errados de ambos os times.

Venceu o Flamengo… isto é, o anti-Flamengo. Não aquele Mengão cheio de estilo, ofensivo, criador de chances de gol a cada minuto, nada disso.

Cabreiro pela derrota diante do Furacão outro dia, Renato resolveu reforçar sua defesa a qualquer custo. Tanto, que terminou a partida sem todo o seu ataque titular – Everton Ribeiro, Bruno Henrique e Gabigol e Michael.

Michael, autor do gol, e que gol!, como gritariam nossos bravos locutores. Um gol feito da combinação exata de esperteza e talento, marcas, por sinal, desse jovem craque, um dos raros sobreviventes ao processo crescente de robotização dos jogadores brasileiros. O rapaz é veloz, intuitivo, hábil nos dribles e preciso nas conclusões. Enfim, faz o que lhe dá na cabeça, na hora, sem ouvir ninguém, sem lembrar dos esquemas expostos nas pranchetas ou das palestras dos professores, qualquer coisa do gênero. Vai lá e faz, dribla, chuta, cruza, cabeceia, apesar de mal alcançar o ombro do adversário.

Enfim, é hoje o mais digno representante do futebol brasileiro em seu estado puro.

e, quando se fala na representatividade do mais puro futebol brasileiro, é impossível não se lembrar do Santos, aquele Santos…

Que está muito distante, no tempo e no desempenho, do atual, que pouco antes, na Baixada curitibana, venceu o CAP por 1 a 0, gol de cabeça de Madson (mais um!), em cruzamento de Marcos Guilherme.

Mas, pelo menos, foi bravo o Peixe, conseguindo se distanciar ainda mais da zona da morte, o que já é um feito nas atuais circunstâncias do clube da Vila.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *