
Ah, tá lá nas páginas esportivas dos jornais, nos programas de tv, nas redes sociais da Espanha toda, coberto de glórias por suas últimas atuações pelo Real Madrid, feitas de arrancadas incontroláveis, dribles desnorteantes e gols de bela feitura.
Só não está na convocação desta sexta da Seleção do meu estimado Tite.
É verdade que, se no Real Vinícius Jr. tem produzido um futebol de primeira, nas raras chances que teve na Seleção não conseguiu se destacar. Mas, pergunto, quem o fez nessas ocasiões que antecederam à bela exibição do time na última partida pelas Eliminatórias? Nem mesmo Neymar, o craque da equipe.
Talvez, neste momento de tanta euforia cercando o garoto, fosse o seu grande ponto de inflexão no selecionado, desperdiçado pelo treinador brasileiro sem nenhuma justificativa cabível.
Em contrapartida, no seu lugar entrou Coutinho, que só agora está voltando ao time do Barça, depois de ter se machucado e até sido colocado à disposição do mercado pelo clube catalão, que não recebeu respostas à altura das expectativas.
Coutinho é, sim, um bom meia, mas que só em raras ocasiões conseguiu ser protagonista nas tantas convocações anteriores.
Assim como Firmino está de volta, depois de uma série de jogos do Liverpool na reserva de Diogo Jota.
Por outro lado, animadoras são as presenças de Raphinha e de Antony, dois atacantes que estão esmerilhando em seus times – o Leeds e o Ajax -, construindo jogadas com habilidade e irreverência, além de fazerem seus gols aqui e ali.
Gostaria, aliás, de ver essa dupla começando e terminando uma partida pela Seleção, cada um numa das extremas do nosso ataque.
Assim como insisto em que Gérson conferiria ao nosso meio-de-campo mais lucidez e fluência, desde que Tite o escalasse em sua real posição: a de meia-armador, não de volante, como ocorreu na sua única chance na Seleção.
Mas, enfim…