
Ninguém sabe ao certo que Brasil entrará em campo, nesta quinta, para enfrentar o Chile pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, disputa que folgamos no topo da tabela.
Fato inusitado na Era Tite, um treinador conservador, do tipo que prefere sempre repetir os mesmos nomes e o mesmo esquema de jogo, independentemente de outras alternativas muitas vezes mais recomendáveis.
O amigo pode dizer que esse comportamento visa a manter o mínimo de conjunto da equipe, já que ela se reúne de tempos em tempos, e com pouco tempo pra treinamentos adequados. Claro que há um certo senso nisso. Sucede que o jogo é dinâmico, e prefiro adotar mais o princípio de que futebol é momento: aqueles que estiverem esmerilhando na hora da convocação deveriam ter preferência. Mas, enfim…
De qualquer forma, com a negativa dos clubes ingleses de ceder seus jogadores à Seleção Brasileira, por conta da pandemia, Tite terá de improvisar com novos nomes constantes da lista de chamada.
O esquema, porém, deverá seguir o mesmo roteiro, com dois volantes de ofício, um meia de ligação e três atacantes.
Comecemos, porém, a partir da meta. Aqui, não restam dúvidas: Weverton, que vem sendo chamado com frequência, ao lado de Ederson e Alisson, vetados pelos ingleses.
Na lateral-direita, Daniel Alves é o mais famoso e experiente. Contudo, como Danilo vem ocupando o posto há tempos, não descarto que, em nome do tal conjunto, seja o escolhido, de início.
Na zaga central, Militão e Marquinhos, claro.
Na lateral-esquerda, gostaria de ver por ali Arana, em grande fase no Galo, porém, Alex Sandro, pela constância nas chamadas anteriores, deve ter preferência.
A partir do meio de campo, desconfio que Tite irá escalar Casemiro, Bruno Henrique, Lucas Paquetá, Neymar, Gabigol e o estreante Matheus Cunha. A propósito, essa dupla de ataque, se for premiada e tiver um tempinho para se entrosar, vai dar o que falar. ambos são goleadores natos, não se restringem a ficar plantados na área e sabem jogar descambando para os lados, ou recuando pelo meio.
E, Gérson? Bem, pela resistência de Tite em chamá-lo no longo período em que o único meia-armador de fato entre todos os convocados, versátil e altamente técnico e eficiente, estava desfilando categoria no Flamengo, deve ficar mesmo no banco, o que é um crime lesa futebol.
De qualquer maneira é esperar pra ver a disposição de Tite em mudar o tom desse samba de uma nota só (um tanto desafinado).