
Pois, é. E assim segue o Tricolor: nem ganha, nem perde, o suficiente, pelo menos, a ir escapando da zona da vergonha.
Neste domingo, por exemplo, empatou por 1 a 1 com o Juventude, jogando naquela mesma inhanha de sempre – toca pra cá, toca pra lá, e, ao fim, bola trocada entre os três zagueiros que nada de especial acrescentam à dinâmica de um time da grandeza histórica do São Paulo. E, mesmo quando se aproxima das cercanias da área adversária, o atacante, em vez de atacar, que é sua função precípua, prefere atrasar para os zagueiros, que recomeçam a mesma enfadonha troca de passes entre si.
O Juventude, convenhamos, não é nenhum portento técnico. Mas, é bem organizado defensivamente, e, jogando em casa, sente-se mais seguro.
Cabia, pois, ao Tricolor, se deseja ascender de fato a posições mais dignas da sua história, pelo menos, demonstrar mais volúpia de alcançar a meta adversária. Basta dizer que o primeiro chute a gol desse time se deu aos 34 minutos de bola rolando, um disparo longo de Rigoni, que, desta vez, tinha um parceiro mais adequado no ataque. Refiro-me, claro, a Luciano, que, no entanto, vindo de longa recuperação, ainda não alcançou o nível técnico desejado.
Faltava-lhes, pois um companheiro mais agudo. Pablo, que alterna bons momentos com longos períodos de estiagem, foi liberado do jogo por questões particulares, enquanto Marquinhos, a melhor das opções, segue na enfermaria sempre lotada do clube. Mas, sempre há a alternativa de Rojas ou Galeano, sem falar em Sara ou Shaylon pelo meio de campo.
Com três zagueiros (Bruno Alves, Miranda e Léo) e mais dois volantes (Luan e Nestor), a capacidade de criação reduzia-se a Benitez, habitualmente em recuperação de lesões, o que é insuficiente para um time pretensamente disposto a alçar grandes voos.
Assim, o São Paulo só chegou ao gol no segundo tempo, na cobrança exata de pênalti (?) por Reinaldo Em seguida, porém, tomou o empate com Ricardo Bueno, em bola que varou toda a pequena área, apesar dos tais três zagueiros, que deveriam dar essa segurança. Mais uma vez, em tantos jogos do São Paulo, diga-se.
Ô, teimosia suicida essa, meu!
NA LINHA DO GOL
Pérolas aos porcos, dizia-se de quando um tesouro era entregue de bandeja a alguém que não sabe o que fazer com ele. Essa parábola cabe ao técnico argentino Pochettino, do PSG, que recebeu da diretoria um precioso arsenal de craques pra fazê-lo disputar com o City e o Bayern a primazia do futebol europeu. Entre tantos, o melhor do mundo, Messi, pra se juntar a M’Bappé, Neymar e Di Maria num quarteto fantástico. Pois, não é que, ao promover a estreia de Messi, o banana saca justamente Neymar, o mais ilustre parça do estreante desde os tempos do Barça?
E olhe que o PSG já vencia por 2 a 0, dois de M’Bappé. Isso, com o único objetivo de manter em campo a formação com três volantes, que por sinal, dois deles foram substituídos por outros de iguais características. Dessa forma, a estreia de Messi foi discretíssima, e o PSG passou o resto do tempo se segurando lá atrás.

Qual a necessidade de três zagueiros se bolas alçadas na área é um Deus nos acusa, normalmente resultando em gols, o quarteto Volpi, Bruno Alves, Miranda e Léo, só se salva o Miranda, Volpi há tempos não inspira mais confiança, Bruno Alves é um zero a esquerda, sabe fazer com desenvoltura tocar bolas pro lateral, pro Miranda e pro Volpi, Léo é lateral improvisado de zagueiro, será que a Diretoria não sabe que só temos Arboleda e Miranda pra zaga, precisa de mais dois, e a preparação física do time não vai mudar não, trinta e tantas lesões musculares e não tomam providências nenhuma, ontem foi a vez de Rigoni sair por problemas na coxa, sentado no banco de reservas com proteção de gelo, nós torcedores temos que rezar pra esse time não cair pra série B
Helena, agora Crespo não tem desculpas para mudar o esquema de jogo com os reforços de Calleri e Gabriel Mendes. Para ganhar o Paulista até serviu, mas tem que mudar, já passou da hora. Se sou eu, mando um 4-3-3, com Miranda e Arboleda, dois laterais, fazendo linha de 4, Liziero e Gabriel Mendes, Benitez (em forma, quem sabe um dia, né) para municiar os atacantes, e na frente Marquinhos ou Luciano em uma ponta, Rigoni na outra e Callei de centro-avante. Podem perguntar: mas o time ficaria exposto? só que não, os pontas no futebol atual tem que voltar para marcar na ajuda aos laterais, cabendo também aos volantes essa função. Mas no caso, Liziero e Gabriel marcam e armam também. Ficaria um time bem leve e toques rápidos. Isso é pra você Crespo, quem tem medo de ganhar acaba sempre perdendo. Time grande tem que ir pra cima, sempre, como sempre foi na história das conquistas do SPFC.
Corrigindo cometário anterior. É Grabriel Neves, não Mendes.