Deu Verdão, num clássico de fato

Foto: Divulgação/Cesar Greco

Enfim, um jogo de bola de verdade em campos tapuias. Clássico que merece esse título foi o que nos ofereceram Palmeiras e Santos na tarde deste sábado, cada um dentro de seu modelo de jogo.

O Palmeiras num 4-4-2, com Felipe Melo na zaga, apenas um volante (Danilo), três meias (Zé Rafael, Veiga e Scarpa) e dois atacantes (Breno Lopes e Deyverson), enquanto o Peixe se armava num clássico 4-3-3, com apenas um volante, de técnica esmerada, diga-se (Camacho).

Resultado: o jogo fluiu de lado a lado, com o Santos predominando na posse de bola, enquanto o Palmeiras era mais incisivo quando atacava, sob o comando de Scarpa, que cumpre temporada excepcional desde que chegou ao Parque.

E saiu de seus pés, na cobrança de corner, aos 19 minutos, o gol de abertura, em cabeçada de Gustavo Gomes, aproveitando-se de falha do goleiro João Paulo, que saiu em falso de sua meta.

O Peixe tonteou, do que se aproveitou o Verdão para ampliar o marcador dois minutos após, com um tiro raso e cruzado de Breno Lopes: 2 a 0.

Chiii… Lá vem goleada, gelou o torcedor caiçara.

Que nada, pois o Peixe voltou para o segundo tempo com Sanchez na armação, no lugar de Jean Mota, o que deu mais ciência ao meio de campo e ataque do time, a ponto de o próprio uruguaio sofrer e converter o pênalti que reduziria o placar a um nível de disputa sensacional.

Mas, quando mais o Santos se aproximava do empate, num contragolpe verde, bola alçada para Deyverson desviar de cabeça, lance completado por William na pequena área: 3 a 1.

Enfim, baixou o pano. Ledo engano, meu. Pois, já aos 44 minutos dessa segunda etapa, Marinho é derrubado na área, pênalti que ele mesmo converte.

E, não fosse a hesitação do juiz em apressar a cobrança desse pênalti (mais de três minutos) ou acrescentar o acréscimo adequado, teríamos mais emoção nessa partida que ampliou a presença verde no topo da tabela, enquanto o Santos saía de campo emocionalmente mais reforçado pelo desempenho.

Quanto a nós, só vale agradecer pelo espetáculo  oferecido por ambos, na vã esperança que isso sirva de exemplo para os demais.

2 comentários

  1. Realmente Helena, foi um ótimo jogo, mas o Palmeiras tem em sua equipe dois laterais muito fracos, o Maike e o Marcos Rocha, que deram de bandeja dois pênaltis infantis para o peixe. O Santos está jogando com velocidade, muita correria em campo, mas acho que peca um pouco na técnica, já que tem dificuldades para concluir as jogadas perto da área adversária, com conclusões a gol não raras vezes sem efeito, e o Marinho, considerado o melhor do time, está usando mais a força física do que a técnica que o consagrou na Libertadores ano passado. Já o Palmeiras continua com aquele futebol de marcar um gol e recuar, mas o ataque ganhou forças com a entrada do Breno Lopes e do Deyverson “maluco”, que junto com o Scarpa e o Rafael Veiga, estão fazendo a diferença no verdão. Mas enfim, pena que o juiz não deu mais uns cinco minutos de desconto além dos sete dados, porque com mais dois pênaltis o Santos conseguiria uma virada histórica contra o Palmeiras hoje

  2. Exato, Alberto Helena! Se somarmos todos os percentuais de posse de bola do Palmeiras neste campeonato, aposto que o Palmeiras vai ficar no vermelho. Entretanto, saldo positivo de gols, em efetividade de chutes a gol e em desarmamento de jogadas adversárias o Palmeiras leve sempre a melhor. É uma receita meio indigesta, mas os melhores remédios são os amargos. O Palmeiras tem tudo para engolir este título (mesmo com o campeonato sendo ainda um pouco criança) e outros também. A volta do renegados da Copa América já está começando a surtir efeito e com o Dudu botando a chuteira no gramado, tudo vai se transformar em ouro. Parabéns Verdão!

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