
Di Maria já havia entrado na semifinal e transfigurou a Argentina, então. Pois, nesta noite de sábado, na disputa pelo título da Copa América, coube a ele decidir o título em favor dos hermanos, no Maracanã, ao receber passe magistral de De Paul e, aproveitando falha de Lodi, tocar de cobertura por sobre Ederson. Golaço!
E o que esperava-se ser um duelo em altíssimo nível entre Neymar e Messi, ambos discretíssimos na partida, se transformou numa reverência a Di Maria, um craque que jamais mereceu as homenagens devidas, e que passou a maior parte do torneio no banco da Argentina.
Com relação ao jogo em si, vale dizer que a Argentina foi melhor do que o Brasil, de cabo a rabo. mais compacta do que de hábito, com De Paul comandando as ações de meio de campo, sem, contudo, criar muitas chances de gol.
Já o Brasil foi aquele lugar-comum de sempre: firme na defesa, com exceção daquela falha individual de Lodi no gol argentino, pouco criativo no meio de campo e ausente no ataque, até a entrada de Gabigol, no finzinho, autor daquele disparo surpreendente conjurado por Martinez.
Merecida, pois a conquista dos argentinos.
Quanto à nossa Seleção já passou da hora de Tite mudar o braço da viola, seja quanto ao sistema tático, seja quanto aos nomes chamados pra compor o elenco.
Aliás, esta foi a última chance de ele tentar algo fora da caixa antes da Copa do Mundo que se avizinha sob nuvens escuras para o nosso selecionado,. Basta ver o que estão jogando os europeus em comparação a nós.
Este era o tempo de mudanças, de experiências que permitissem a Tite dar um passo à frente, desperdiçado na repetição da mesma cantoria de sempre: dois volantes, sem um meia armador de fato, nem atacantes mais hábeis e eficientes.
Essa era a chance, por exemplo, de Tite dar um espaço mais amplo pra Gabigol, artilheiro brasileiro, disparado, nos últimos três anos. Pra que abrisse mão dos dois volantes fixos, dando espaço pra Gérson, mais versátil e habilidoso do que qualquer segundo volante ou meia convocado até hoje. Pra ampliar o ataque com dois ponteiros ofensivos e dribladores, como Anthony, Marinho, Bruno Henrique, Neres e outros tantos por aí.
E olhe que não estou restringindo esse comentário à derrota nesta final, que uma decisão entre Argentina e Brasil, em quaisquer circunstâncias sempre abrigará fatores acima do entendimento da alma humana. Falo baseado em toda a campanha brasileira neste torneio e em jogos amistosos decorridos desde a última Copa do Mundo, se não antes.
Enfim…
Prezado Alberto Helena, sábias e proféticas tuas explicações do resultado lógico do jogo. Eu também não tenho alegria alguma de constatar que tenho tido razão: O Brasil vai tropeçar não apenas num Di Maria, mas também nos craques de times como a Inglaterra, Itália, Dinamarca, Bélgica. As nuvens negras a que você refere se encontram já batendo a campainha da concentração de nossos simpáticos otimistas.
Contra Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela vamos bem, agora o objetivo deve ser uma intervenção na FIFA para nos permitirem esses adversários como colegas de grupo, assim pelo menos poderemos atravessar a fase de grupos, o resto pertence a Deus. No momento nem mesmo a Argentina que é nossa vizinha, mas já com um quilate superior, podemos superar. Estamos já há alguns tempos com o pé no brejo e todo mundo tem andado entoando cânticos de alegria vencedora. Eu também não estou falando deste jogo, observei todos os jogos daqui e da Europa, a miséria é já longa e alastrada. O pior é que jogando contra timinhos da América da Sul temos a sensação que tudo está dando certo. Está realmente, mas não para o Brasil, porém para os Europeus. Não acho que o Tite deveria sair agora, mesmo porque não temos substituto para ele, entretanto esta discussão vai acontecer e acho que se tiver que acontecer, seria bom agora e não na porta do avião de partida para a Copa.
A verdade é que os jogadores do Brasil pipocaram. A Argentina mostrou mais técnica, mais raça e dedicação em campo e mereceu o título.Tite, até quando ?
Tudo bem Bigode! O problema está resolvido, acabei de ler a declaração do Tite, de que a culpa pela derrota foi do presidente da Comebol e dos gramados ruins. Ótimo, porque a Copa do Mundo tem outros organizadores e os gramados lá serão excelentes. Quer dizer, podemos mandar o Tite lá com nossos minimalistas, vamos ganhar com uma goleada após a outra. Tudo perfeito, família que joga unida, ganha unida.
Esperemos apenas que Tite não leve mais uma multa da Comebol por continuar falando anseiras.
E last but not least: Parabéns grande Messi, o Pelé argentino já merecia um grande título há anos. É bom ele jogar contra o Brasil, pois assim nosso time pode também aprender um pouco.
O que faltou mesmo foi coragem e ousadia do Tite pra romper esse esquema de jogo tipo “dependência-do-Neymar”, e ter usado essa inútil e perigosa – por vivermos uma época de pandemia pra lá de trágica – Copa América pra testarmos mais jogadores na armação de jogadas. Gerson, Claudinho, Scarpa, etc. seriam apenas alguns desses nomes. Infelizmente o Tite optou pelo grupo “conhecido e familiar “ dele, independente do momento ruim que muitos dos jogadores do elenco atual atravessam. Para mim, esse teste com algumas caras novas na seleção seria o único propósito dessa Copa América para o Brasil. O resto seria só pra ser mais um palco pro Messi e a seleção dele. O que acabou sendo, né…..
Um grande abraço, Mestre Alberto!
Helena bom dia, como não vi o jogo porque não torço pra seleção, aproveito a oportunidade do seu blog para dar recado ao Tite, deve cair na real e saber que é um treinador comum e deixar a soberba e o ego de lado.
Futebol é momento…como.pode deixar de fora um Gerson, um Claudinho, um Scarpa ??
Ah Tite…Tite meu idolo.campeão do.mundo…Vem ser feliz no Timão larga essa corja de CBF volta pra casa.
Seleção te fez mal e vice versa.
Caro Alberto,
Devo confessar que não acompanhei nenhum jogo do Brasil.
Embora não gostasse da derrota, fui contra a realização do mesmo aqui no Brasil.
E, para encurtar meu raciocínio, o que perdeu nesta copa foi o time do governo, e, nunca o do povo.
Grande abraço e saudações.
Anote ai Memil que o Tite não será o técnico da seleção ano que vem. Apenas vão segurar ele até o final da eliminatória , mas depois levará um belo de um pontapé no traseiro , porque se queimou com a Conmebol e esse pessoal é vingativo.