
Se a fala de Abel Ferreira depois da derrota para o São Paulo, no domingo, for apenas papo de mau perdedor, ainda há esperança de que o Verdão reaja, daqui pra frente, num nível compatível com a excelência de seu elenco.
Mas, se Abel acredita mesmo que o Palmeiras foi superior ao Tricolor e que seu time perdeu por sorte do adversário, chiii…
Então é chegada a hora de se fazer um balanço da realidade de Abel no Palmeiras, depois de um período de exacerbada badalação em cima do treinador, especialmente pela conquista da Libertadores.
Quanto a este episódio isolado, vale sempre lembrar que o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0, no último segundo de uma partida horrorosa, entre um Verdão repleto de jogadores consagrados contra um Peixe formado por meninos da Vila levados quase por milagre pelas mãos de Cuca à decisão do torneio mais importante da América.
Voltando, porém, ao início do trabalho de Abel, quando começou toda aquela badalação em torno do técnico português, veremos que o ponto de partida deu-se a partir da interinidade de Cebola, que assumiu o time principal e estabeleceu um esquema de jogo mais ao feitio dos jogadores de que dispunha: um claro 4-3-3, com um ataque veloz e contundente, tendo dois pontas rápidos (Rony ou Verón e Wesley) e um centroavante móvel, Luís Adriano.
Foi um raro momento em que o Palmeiras praticou um futebol mais fluente e agressivo do que vinha fazendo com Luxa.
Abel, de início, deu sequência a essa proposta de jogo. Mas, aos poucos foi mudando de comportamento, na busca de maior segurança, ao desenhar o tal figurino da moda retrô com três beques-beques, mais dois volantes-volantes, quando não reforçava a defesa da casinha com mais dois laterais (Mayke e Vítor Luís, guarnecendo Marcos Rocha e Viñas).
Um retrocesso brutal que retirou do Verdão qualquer possibilidade de desenvolver um jogo montado sobre trocas de passe, envolvimento do adversário, e chegadas frequentes e sábias à área inimiga. Transformou-se numa encardida retranca cuja capacidade de atacar resumia-se nos esticões de bola para dois atacantes apenas, com destaque pra velocidade de Rony.
Resultado: de posse da taça da Libertadores foi ao Mundial, onde passou o vexame de perder para times de segunda categoria no universo do futebol. Na volta, perdeu mais duas copas e agora fecha o ciclo com a perda do Paulistinha para um time de elenco inferior que, apesar disso, foi melhor na decisão, inquestionavelmente.
Basta dizer que, além do gol de Luciano, mais dois lances fatais ocorreram dentro da pequena área verde, um com o próprio Luciano, pra fora, e outro com Sara, em defesa de Weverton. Três zagueiros e esse salseiro na pequena área do Palmeiras? Convenhamos…
Está, pois, na hora de Abel tomar tento e, da boca pra dentro, começar a rever suas ideias em relação ao time do Palmeiras. Caso contrário, o amigo, já conhece o desfecho.
Na verdade. o título da Libertadores, foi entregue ao Palmeiras pelo (sic) cansado Cuca de mãos beijadas.
O Palmeiras foi campeão paulista porque o time do Corinthians é muito ruim; foi campeão da copa do Brasil porque o Grêmio é muito ruim, foi campeão da Libertadores porque o Santos é muito ruim. Foi vice da Recopa porque o Defensa & Justicia é o melhor time da America do Sul e o Palmeiras é ruim. Foi vice da Supercopa porque o Flamengo é o melhor time do Mundo e o Palmeiras é muito ruim e agora foi vice do paulistinha porque o São Paulo é um time extraordinário e o Palmeiras não joga nada…kkkkkkk, e o Kiko?