
Mal teve tempo de celebrar a conquista do Paulistinha, título importante pela longa sede de meter a mão numa taça vivida pelo São Paulo, seu time terá de voltar a campo nesta terça-feira para enfrentar o Sporting Cristal pela Libertadores, que, nos bons tempos, era uma obsessão tricolor.
Zica espantada, agora é a hora de encarar uma nova realidade, pois já no fim de semana se inicia o Brasileirão, que esteve nas mãos do Tricolor poucas rodadas antes de seu término, quando o time desabou e foi superado pelo Flamengo, na última temporada.
É inegável que o Tricolor cumpriu excelente campanha no Paulistinha. Por pouco não chegou invicto ao cabo do torneio, o que seria um feito histórico, pois o Clube da Fé só tem uma taça invicta desse certame em sua galeria de troféus: o bicampeonato de 1946.
A propósito, esse feito deu-se na última rodada, diante do Palmeiras, seu único rival naquela década, num lance inusitado, numa época em que não havia substituições.
Foi assim, ó: o zagueiro Renganeschi, patrício de Crespo, machucou-se a ponto de mal conseguir andar. Então, foi deslocado pra ponta esquerda, como era de hábito à época, nessas circunstâncias. E, já no último minuto, bola lançada à área verde, e Renga, capengando, chega antes do goleiro e marca o 1 a 0 final.
Mas, de volta ao futuro, o que se pode esperar desse São Paulo na Libertadores e no Brasileirão, duas competições muito mais difíceis do que o nosso manjado Paulistinha?
Pela qualidade técnica de seus jogadores, algo digno da história tricolor.
Na Libertadores, grandes esperanças de classificação para as fases mais complicadas. Depois, com esse calendário insano, ninguém é capaz de prever desempenho de clube algum. Sobretudo, porque são jogos classificatórios, onde fatores aleatórios atuam num nível maior do que nos pontos corridos como o Brasileirão.
Aqui, no campeonato nacional, é que a porca torce o rabo, pois é competição que exige uma forma de jogar mais ofensivamente do que nos mata-mata. É a soma progressiva de vitórias que determinará o melhor em campo.
Nesse sentido, tenho cá minhas dúvidas a respeito do sistema de jogo adotado por Crespo, essa história dos três zagueiros que surrupia ou alguém mais hábil de meio de campo ou outro mais agudo no ataque.
E o Flamengo vem provando isso nas duas últimas temporadas.
O diabo é que não há tempo disponível para o treinador mudar o braço da viola mesmo que o desejasse.
Enfim, vejamos no que vai dar tudo isso.
Helena, o SPFC ganhou brasileiros e mundial nesse sistema, dos zagueiros atuais, tanto Mirando quanto Leo sabem sair jogando, Tele também usou esse sistema, lembra do Valber, fazia o papel de Líbero, Ronaldão também no Mundial atuava como volante e dependendo da situação passava a ser o terceiro zagueiro
Meu caro Braz:
O torcedor torce e quer títulos a qualquer preço.
O crítico analisa o desempenho, tendo a excelência como padrão, para benefício do torcedor, mesmo que ele não saiba.
Um abraço
Sei não, mas tudo indica que pode dar Flamengo novamente nesse brasileirão 2021. O time está ganhando tudo, está em outro patamar no futebol brasileiro. São Paulo, Atlético Mineiro, Palmeiras e Grêmio correrão por fora e também podem ser campeões. E o resto, Bigode? Bem, o resto vai continuar brigando pela Libertadores e Sulamericana e…prá não cair !