Tricolor: show dos reservas

Foto: Alexandre Schneider/AFP

Foi 3 a 0, mas poderia ter sido uma goleada de cinco ou seis. Isso, porque o São Paulo, com seu time totalmente reserva, botou na roda o frágil, embora líder peruano, Sporting Cristal. Meteu duas bolas na trave e Vítor Bueno, que encerraria o placar, chutou sobre o goleiro, cara a cara gol feito.

De fato, o Tricolor disparou dezesseis vezes à meta peruana e nove delas no alvo.

Tudo isso, graças à fluência com que o time transitava de área à área, via trocas de passes rápidas e exatas, exercendo uma marcação mais adiantada do que a costumeira em terras tupiniquins.

E tal dinâmica só foi possível porque Crespo escalou jogadores certos nos lugares certos a partir do meio de campo. Jogadores leves e hábeis no passe e no drible, como o menino Nestor, o veterano Hernanes e Shaylon, o melhor do jogo, pois, pela primeira vez o rapaz criado em Cotia que rodou mundo sem sucesso atuou como autêntico meia-armador, sua praia.

É nisso, mais do que na disposição tática da equipe com os tais três zagueiros, que Crespo revela-se um treinador esperto: a capacidade de observar os detalhes nas características de cada jogador sob seu comando.

No primeiro tempo, parecia que a moçada estava esquentando as turbinas, cumprimentando-se uns ao outros. Mesmo assim, Rojas meteu aquela bola no poste de Duarte, aos 16 minutos, e Bruno Alves, de cabeça, abriu o placar, em cobrança de corner certeira de Hernanes.

Mas, no segundo período, o Tricolor desembestou, criando várias chances antes e depois dos gols de Rojas, no ângulo, e de Vítor Bueno em bela jogada de Galeano.

Vale ainda uma observação: lá pelas tantas, Galeano, um ponta veloz e habilidoso, entrou no lugar de Hernanes, meio-campista nato, o que aumentou o poder de fogo tricolor com um ataque formado por dois extremas e um centroavante.

Assim, o São Paulo segue pra próxima fase como segundo colocado no seu grupo, liderado pelo Racing, onde terá pela frente, provavelmente um time brasileiro.

Falando em times brasileiros na Libertadores, o Galo subiu ao poleiro mais alto da competição, ao golear o La Guaira, no Mineirão, assim com o Flu, em sensacional performance, bateu o River já acuado pela praga atual, por 3 a 1, no Monumental de Nuñes, o que não é mole, não.

Y asi pasan los dias, meu.

 

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