Batam palmas pra Ceni, suas bestas!

Foto: Divulgação/Marcelo Cortes

É inacreditável a campanha encetada contra Rogério Ceni no Rio.

O rapaz chegou ainda outro dia no Flamengo e já levantou três taças, fazendo o time voltar a praticar um futebol eficiente e agradável, de acordo com o alto nível técnico dos seus jogadores.

Se a comparação é feita em relação à performance mágica dos tempos de Jesus, trata-se, me perdoe o amigo, de pura burrice.

Aquele desempenho foi absolutamente único na história do Fla, talvez comparável ao do time de 81, de Zico e cia. Não se repetiria, em nenhumas circunstâncias, da mesma forma. E prova disso é o desempenho de Jesus à frente do Benfica, pífio.

Acrescente-se a isso o fato de que dois jogadores decisivos do Fla naquela campanha – Everton Ribeiro e Bruno Henrique – caíram de produção neste temporada. Não por conta do dedo do treinador, pois ambos cumprem as mesmas funções e ocupam as mesmas posições em campo. Acontece: o ser humano não é infalível, gente!

Se alguma mudança Ceni fez foi o Flamengo dar um passo decisivo à frente da imensa maioria dos demais treinadores que por aqui habitam, brasileiros ou estrangeiros: eliminou o único volante típico da equipe, Arão, recuando-o para a zaga e oferecendo sua vaga a um meia hábil e inteligente, Diego, para fazer par com Gérson, o nosso maior meia-armador. E, olhe que ninguém em seu juízo normal, cogitaria de Diego nessa função.

Foi um passo audaz e inteligente, que, com o decorrer do tempo, deixará o Fla ainda mais implacável do que já é, justamente no momento em que os treinadores que aqui atuam dão três passos atrás, com a aplicação da nova moda retrô do três zagueiros, somados aos dois volantes de praxe.

Ah, mas o Fla tem tomado muitos gols, sobretudo de cabeça, dizem os adversários de Ceni.

É verdade, e o próprio treinador admite isso. Mas, que tempo ele tem pra treinar sua retaguarda nesse sentido, sem abdicar da compulsão ao ataque?

Além disso, todo time, ao longo da história, que privilegiou o ataque à defesa, sofreu muitos gols, como, por exemplo, o Santos de Pelé ou o Honved de Puskaz, pra citar apenas duas equipes maravilhosas da história.

Sim, Ceni errou nesta ou naquela substituição, errou nesta ou aquela escalação, de acordo com as necessidades nestes tempos de pandemia e insano calendário. Nada, porém, que levasse o Fla a uma tragédia épica,

Aliás, na maioria das vezes, simplesmente deixou de vencer, empatou, se o que conta pra essa turma é apenas o resultado,

Conclusão: batam palmas pra Ceni, suas bestas!

 

Um comentário

  1. Com um elenco recheado de craques e com o Gabigol e o Arrascaeta em grande fase, até meu bisavô com 98 anos faria sucesso como técnico do Flamengo hehehe

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