Verdão devastado e azarado

Foto: Cesar Greco/Palmeiras

O Palmeiras já entrou em campo devastado pelo vírus maldito. Mas, a desgraça não parava por aí, não, pois, aos 25 minutos o artilheiro Luís Adriano, um dos raros titulares em campo, sai contundido. E, logo depois, Mayke é expulso por entrada violenta no adversário.

Diante disso tudo, qualquer análise mais profunda sobre o comportamento do time está prejudicada, ainda mais que o Goiás conseguiu marcar o gol da vitória num tiro certeiro de Miguel lá do meio da rua já nos descontos. Bota uruca nisso, meu!

Uruca? Sim, mas, como dizem que o diabo está nos detalhes, vale a gente saltar de um pra outro em busca de uma certa lógica entre tantos azares.

Por exemplo: pra que começar o jogo com três zagueiros e mais dois volantes de ofício diante do rabeira do campeonato que não vencia uma partidinha sequer há onze rodadas? E ainda manter essa formação até o final. Aliás, reforçada nos últimos minutos por mais um da safra: Luan.

Se a ideia do treinador Abel era a de soltar seus laterais feito alas, que diabo estava fazendo o destro Mayke na esquerda, onde teria dificuldade em investir por ali, ir ao fundo, cruzar de canhota pra  área, essas coisas típicas de um ala, se no banco estava o canhoto Esteves que já se houve bem por ali?

A propósito, sua expulsão se deu exatamente por ser destro, cuidando do lado esquerdo. Perceba o amigo como se dá a entrada fatal no inimigo – esticão com o pé direito junto à linha lateral, lance que um canhoto ali nem sonharia em executar.

De qualquer forma, são detalhes que se perdem na pandemia que assolou o Palmeiras nesta semana. Diante disso, tudo é perdoável.

Em contrapartida, pouco antes, no Maracanã, o Flamengo se reencontrava, sob o comando de Rogério, com aquele Flamengo do Jesus, ao meter 3 a 1 no Coritiba.

Tudo bem: o Coxa, a exemplo do Goiás, não é lá nenhuma potencia neste torneio, longe disso.

Mas, o fato é que o Mengão, que andou tropeçando até mesmo diante de adversários do mesmo porte do Coxa, deslizou em campo, atacando sem parar e acumulando chance atrás de chance pra fazer um placar absurdo, coisa de oito ou nove, sem exagero.

É bom ver isso acontecendo, pois esse Rubro-Negro é aquele que dá gosto de se ver neste nosso futebol tão cinzento.

 

Um comentário

  1. Mestre, uma coisa eu pergunto : porque é que o Palmeiras tem tanto jogadores infectados pelo vírus e o Ramires, pego em “flagrante delito” dançando numa balada, sem qualquer proteção, não está infectado? Mistériooooo….Agora, bater no Curitiba é bater em cachorro morto kkkk

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