Peixe decepcionante

Foto: Divulgação/Ivan Storti

Um drible fantástico, passando por três adversários na área inimiga e um disparo no poste de Soteldo foi tudo o que o Santos pôde produzir nesta noite de terça da Libertadores, na Vila, diante do Olímpia do Paraguai.

De resto, nem Marinho conseguiu reproduzir aquele jogo cintilante dos últimos tempos pela direita.

Aliás, Sanchez negou-lhe até o direito de soltar aquele mini míssil que tem salvado o Peixe de águas turvas no Brasileirão. Por duas ocasiões, o uruguaio antecipou-se a Marinho na cobrança pífia de duas faltas perigosas. De resto, o craque santista passou a maior parte do tempo no chão abatido pelos pontapés dos paraguaios. Tantos, que acabaram provocando a expulsão de Rojas, aos 22 minutos do segundo tempo.

Mas, o Peixe nem disso se aproveitou, pois Cuca demorou pra trocar o volante Alison, dispensável nessas circunstâncias, por um jogador mais ofensivo como Lourenço, e o tempo se escoou numa névoa cinzenta de criatividade e emoção.

Que pena.

NA LINHA DO GOL

Desde que surgiu no Inter, anos atrás, tô de olho nesse rapaz. Vítima de gordofobia, Valter deslizava em campo com mais presteza do que muito magrela que estivesse ao seu lado. Mas, sua grande arma era o tiro certeiro, de longe ou de perto, além da esperta colocação em campo. Lembrava-me o igualmente rotundo Ademar Pantera, centroavante goleador implacável que o Palmeira, lá na década de 60, importou de Guarantinguetá, para encher sua galeria de gols sensacionais. 

Como Valter, com seu rechonchudo perfil, contrariava as normas do preparadores físicos de plantão, jamais conseguiu alçar o voo que seu futebol merecia, acabando por ser escondido nas sombras do anonimato. Até que, nesta noite de terça, de súbito, reaparece com a camisa do Furacão, num jogo dramático contra o Jorge Wilstermann, em Cochabamba. O placar parecia já estar fixado definitivamente no empate por 2 a 2, quando o bicho entra em campo, no finzinho da partida. Entra, recebe a batida de corner na área, mata a bola e dispara no canto: 3 a 2. Volta leve e fagueira do Furacão, nas asas do gordo Valter.

4 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Excelente texto, inclusive na análise relativa ao sócio da Nestlé (fábrica de bolacha) Walter, brincadeiras a parte, pois é jogador de técnica refinada além de tratar-se de um ser humano com H maiusculo pois tem uma das principais virtudes que eu cultuo numa pessoa que é a gratidão que manifestou-se na voz embargada do jogador naquelas costumeiras entrevistas ainda dentro de campo….parabéns Walter pela sua força de vontade e principalmente pela gratidão manifestada publicamente em relação as pessoas do clube que lhe estenderam a mão para esta volta ao futebol…..como dizem os “especialistas” futebol não é só um jogo; com relação ao jogo da Vila Belmiro o placar reflete o que foi o jogo zero para os dois times, principsamente ao Santos que não teve a competência de marcar um gol num Olimpia, que não jogava há meses e parecia que não jogava há anos…..que vergonha para as sardinhas da Vila Belmiro…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

    1. Alberto Helena Jr.

      Queria cumprimentar meu amigo Tião Fiel e dizer que a verdade doi né gamba….o que eu disse é verdade, vai procurar o Riquelme para ver o que ele te diz daquela final e a “ajudinha” da Nike e quando vocês não tem argumentos vem com essa conversinha de mundial, então vamos lá já que você se queimou com o que eu falei porque você não ajuda o seu time e vai no tribunal pagar o que curiquinha de itaquera deve e libera a taça que está penhorada porque hoje o curiquinha só tem uma taça de mundial porque a outra está penhorada no tribunal que já desocupou uma sala para colocar as próximas taças penhoradas que irão para lá com certeza…..dá-lhe falidão de itaquera…..rindo até 2026. Saudações palmeirenses.

  2. Caro Alberto,
    Comentário ótimo como sempre, o meu é apenas para redirecionar sua memória e lembrar que Ademar Pantera veio da Prudentina e não de Guaratinguetá.
    Abraços

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