Tricolor 1, Celeste 0

 

Foto: Rubens Chiri/SPFC

Bola rolando… Peraí! Cadê o Tricolor paulistano, aquele time que se veste de branco com faixas vermelhas e pretas, ou de listras pretas, brancas e vermelhas? Ah, sim, aquele ali, de uniforme igual mas com escudo diferente? Não, esse é o Botafogo de Ribeirão,. que joga em casa. O São Paulo é o outro, vestido de Celeste Olímpica, sabe-se lá por que cargas d’água, talvez um tributo a Lugano, Dario Pereira e Pedro Rocha, três ilustres craques uruguaios do passado.

Aliás, vale a pena lembrar que o uniforme verdadeiro do São Paulo foi inspirado justamente pelo Botafogo de Ribeirão, e não vice-versa como supõem alguns: ao vermelho e branco do Paulistano, acrescentou-se o preto do Palmeiras da Floresta (não confundir com o Verdão, que à época, anos 30, ainda era Palestra Itália) com quem o São Paulo se fundiu nos seus primeiros passos.

A propósito, não sei até hoje porque a tal terceira ou quarta camisa do São Paulo simplesmente não segue o padrão da titular, invertendo-se apenas a cor básica – toda preta, com faixas vermelhas e brancas; ou, toda vermelha, com faixas pretas e brancas. Mas, pedir o óbvio dessa diretoria é esperar que jacaré crie asas.

Na verdade, estou dando essas voltas pra preencher um imenso vazio que foi a derrota do São Paulo celeste para o Botafogo por 1 a 0, gol de cabeça de Didi, em cobrança de corner, no segundo tempo.

Mesmo porque se a camisa não era nenhuma das tradicionais, o time tampouco representava o atual São Paulo.

De olho na Libertadores, Diniz preferiu escalar uma equipe reserva, repleta de meninos da base, com apenas Volpi como titular.

Não que seja má ideia, longe disso. Afinal esse anacrônico torneio estadual deveria mesmo servir para o técnico do clube grande ajustar sua equipe titular e fazer experiências com os garotos. Afinal, essa competição substitui de fato a pré-temporada, período essencial pra se montar uma equipe com vistas ao que realmente importa – Brasileirão, Libertadores etc. Mas, que, infelizmente, só serve pra derrubar treinadores aqui e ali.

O fato é que o São Paulo, apesar de tudo, saiu-se razoavelmente bem no primeiro tempo, quando um disparo de Shaylon no travessão marcou a única grande chance celeste.

Mas, no segundo, o Bota foi melhor e alcançou a vitória em meio a uma pilha de são-paulinos estirados no chão, por falta de condições físicas (pode isso, num futebol profissional?), a ponto de Shaylon deixar o campo antes da hora por cãibras irresistíveis.

Ora, ora, onde entra nessa história o tão sofisticado esquema de preparação física moderno, que bota bustiê nos jogadores, GPS  e outros bichos, cioso em não permitir que os jogadores chutem a bola em excesso, sobretudo nos treinamentos de cobrança de faltas, um dos esteios do jogo brasileiro no passado? Cãibras? Nem na várzea, meu chapa.

Vão ver se estou na esquina, que ainda é o maior palco da sabedoria popular.

 

 

4 comentários

  1. O grande desafio na atividade profissional do futebol é a falta de visão coletiva. O que Jorge Jesus está conseguindo exercer no Flamengo, é a liderança voltada a resultados. Para alcançar isso, o clube precisa, além de selecionar um treinador com perfil adequado de liderança, que detenha conhecimentos de foco estratégico em resultados, você precisa selecionar (usando técnica de RH) atletas com o perfil de pensamento coletivo e de foco em resultado. É preciso selecionar atletas que reconheçam, aceitem e pratiquem a forma de pensar alinhada com a estratégia. É preciso selecionar profissionais com perfil de predisposição a desenvolver tal postura. As técnicas de Administração e de RH podem ser aplicadas ao futebol. Pessoas voltadas para resultados treinam mais, se aperfeiçoam mais, se dedicam mais, comprometidos com o fato de que só assim conseguirão alcançar os resultados com os quais se comprometeram a entregar. Fora disso é jogar dinheiro fora, é investir sem retorno. O publico consumidor do futebol já não está mais interessando nessas fracas e entediantes “peladas” que temos visto por aqui. Muda e melhora, futebol brasileiro!

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