
Tava aqui de pernas por ar, como havia prometido diante de um domingo insípido, quando sou atraído por um espetáculo très intèressant, como diria M. Courtadon, rolando na telinha.
Jogavam o Everton de Richarlison e o Tottenham do artilheiro Kane. E era lá e cá o tempo todo, apesar do domínio absoluto dos spurs, que acabaram vencendo por… 6 a 2!
Com um detalhe: o jogo era na casa do Everton e ao Tottenham bastaria uma vitória simples pra seguir no rastro de City e Liverpool em direção à coroa inglesa. Poderia ter segurado a partida quando vencia por 3 ou 4 a 1, mas, não, o Tottenham seguiu atrás da goleada até o apito final.
Isso mesmo, num domingo de bola parada por aqui e poucas atrações lá fora, um jogo de oito gols é pra ser embrulhado em papel dourado e enviado de presente de Natal para os amigos que amam o futebol.
E, sobretudo, para nossos treinadores, tão conformados com o mínimo. Quem sabe, da caixa salte um vapor mágico daqueles que transfigurem as almas dos avarentos Scroogs dos nossos campo em audazes aventureiros da bola, um milagre do Natal.
Meu caro Alberto Helena é perda de tempo suas esperanças. No Brasil, diferentemente do que pensamos há muitos técnicos que GOSTARIAM de ousar, de treinar seus times para jogar um futebol envolvente, atacando sempre que possível, pois ha muito material humano para isso. O grande problema é que na sua totalidade esses treinadores são pressionados pelos dirigentes e patrocinadores vencer seja lá como for, mesmo que de meio a zero. Isso criou neles uma síndrome da derrota., pois esta significa inexoravelmente a sua demissão. Então, se vou ser demitido, perder meu emprego, que para a maioria é uma mina de ouro em se tratando de Brasil, por que arriscar? Bem deixo aqui um Feliz Natal a todos brindando nessa tarde noite do interior com um gelado Pinot Noir nacional. Que os deuses se apiedem do nosso maltratado e esculhambado país.
O futebol brasileiro sobre pelo péssimo técnico Tite que fez o futebol brasileiro virar essa porcaria e olha o que temos para o futuro o retranqueiro técnico do timão, Jair ventura, Abel Braga etc .resumindo estamos falidos.
Alberto Helena Jr.
Uso o espaço hoje para desejar ao grande jornalista e amigo Alberto um feliz natal para você e família que Deus abençoe a todos nós blogueiro, torcedores até os zuadores e que todos tenhamos esperança em Cristo para um 2019 com um Brasil a ser melhorado e um futebol ao nível do que se pratica na Europa em termos de organização e gestão (este pedido vai ser através de um milagre assim seja). Saudações palmeirenses a todos de bom coração e boa vontade.
O técnico de futebol é um dos poucos profissionais se não for o único, que não necessita apresentar um plano de trabalho, um projeto de desenvolvimento técnico quando é contratado por algum time. O que vale na maioria das vezes é o seu passado e o que ganhou no último time que treinou. O seu projeto se limita quando muito, há formação de um elenco e metas para disputar determinada competição. Às vezes até dá certo, na maioria das vezes dá com os burros n’água por vários fatores. O fato é que ninguém em parte nenhuma do mundo pelo menos que eu saiba. apresenta ou planeja uma inovação técnica realmente diferenciada que saia do lugar comum do futebol, que não se esconda na sopa de números que na maioria das vezes não passa de uma grande encenação para mostrar que conhece táticas de jogo. Que me lembre, vi uma vez na vida algo realmente diferente acontecer, que foi o esquema de futebol total praticado primeiro pelo Ajax, depois pela seleção da Holanda em 74 , o Carrossel Holandês. De lá pra cá, nada aconteceu e as coisas só pioraram.. A culpa disso sem dúvidas começa pelos dirigentes de clube que na sua imensa maioria não conhecem bulhufas de futebol, não passando de meros torcedores. O dirigente deveria exigir que seu técnico apresentasse algo realmente novo uma variável de jogo foras dos padrões normais. Esse novo esquema poderia ser testado em partidas menos difíceis, em amistosos servindo como um laboratório para utilização futura. Mais nada disso acontece. Ficamos quase sempre no 4-3-3 no 5-3-2 no 4-3-2-1 e assim por diante.