
Este sábado foi marcado por um grande congestionamento de atrações na telinha. O jeito foi ir se desviando daqui e dali, colhendo as pedrinhas brilhantes pelos descaminhos.
A mais preciosa delas, sem dúvida, foi a joia da coroa que o Real ostentou pela terceira vez consecutiva, ao golear o Al Ain, na final do Mundial de Clubes, assim, ó, como quem chupa um picolé passeando no parque numa tarde amena de domingo.
Sem maiores esforços, os merengues foram colecionando gols diante dos animados árabes que tiveram sua grande chance desperdiçada no primeiro tempo ainda, com aquela bola salva por Sérgio Ramos sobre a risca da meta.
De resto, foi Real, em slow motion, que é pra ficar gravado na história a imensa distância dos grandes da Europa em relação aos demais continentes na atualidade.
Tanta, que, por exemplo, até na derrota o City de Guardiola encanta e emociona, como ocorreu na vitória do Crystal Palace, por 3 a 2.
O City, mesmo sem repetir suas jornadas deslumbrantes de hábito, vinha envolvendo o adversário, meteu 1 a 0, com Gundogan, e, de repente, levou a virada inesperada ainda no primeiro tempo. E, logo no início do segundo, pênalti, só pra ampliar a vantagem de 3 a 1.
Daí até o apito final, foi aquele sufoco, depois de algumas discutíveis mágicas de Guardiola: o City debruçou-se sobre a área inimiga, diminuiu pra 3 a 2 com um golaço (ou teria sido por acaso?) de De Bruyne e só não chegou ao alívio do empate por um triz.
Já o seu ilustre vizinho de vermelho, que beleza!
Sorkaijef, o técnico interino, ao chegar no Teatro dos Sonhos mandou empurrar o ônibus enferrujado de Mourinho à vala comum dos detritos do futebol e botou seu time pra tocar a bola e investir sobre o Cardiff, lá na casa do inimigo. Resultado: 5 a 1 com direito a várias outras chances perdidas, graças ao trio nagô de ataque formado por Lingard, Rashford e Martial.
Claro que isso foi mais um desabafo dos jogadores, que estavam com Mourinho por aqui, ó, do que uma ação positiva do novo treinador.
Por fim, Barça e Bayern cumpriram suas respectivas missões. O Barça manteve a liderança do Espanhol, metendo 2 a 0 (Dembélé e Messi) no Celta, enquanto o Bayern se mantinha na linha da disputa do Alemão, batendo o Frankfurt por 3 a 0.
Bem, depois desse perereco televisivo todo, nada sobrou para o domingo. Então, pernas por ar, que ninguém é de ferro, meu.
Mas não era o palmares que ia ganhar o mundial ???
Alberto Helena Jr.
Queria dizer ao amigo Tião que nós perdemos a maior oportunidade de disputar o mundial, que estava mais fácil que empurrar bebado na ladeira, você viu meu amigo campeão Real Madri caindo pela tabelas na Europa campeão e ovice o tal Al Ain (Al Ruim era melhor nome) e agora vai ficar dificil de ganhar os velhinhos da FIFA querem mudar o formato fortalecendo cada vez mais os times europeus, mundial vai virar sonho de uma noite de verão. Saudações palmeirenses.
Acabei de ler que PC Vasconcelos foi mandado embora do SPORTV. Paulinho como era conhecido pelos seus chegados, era e ainda é uma pessoa extremamente educada e jornalista competente. O vi comentar pela primeira vez quando ele ainda era da ESPN no time do Zé Trajano. Zé costumava pegar no pé dele, até que um dia a mosca azul da Globo o picou. PC Vasconcelos é um grande jornalista esportivo. Conhece como poucos aquilo que acontece dentro das quanto linhas, enfim um ótimo comentarista. O problema começa quando você começa a exercer funções as quais não é o seu forte que você não está preparado, que extrapolam as suas reais possibilidades. E foi o que aconteceu com PC. Na bancada do SPORTV passou a fazer mais politica do que comentar o futebol, afinal chefe de redação que se preze não pode se limitar a se um simples comentarista. Ouvi e vi PC se transformar de um competente comentarista de jogo, num cara que defendia com unhas e dentes os interesses da CBF, da Globo e dos seus apoiadores a qualquer custo, mesmo sabendo que aquilo estava errado. Ou seja, jornalista que perde a sua independência e a sua imparcialidade para ser um mero papagaio de pirata, um dia paga caro. Há hoje rebanhos de papagaios de pirata no mercado, que se dispõem a ganhar bem menos e fazer o joguinho dos seus chefes. Hoje ser jornalista esportivo ou mesmo um profissional competente em outra área qualquer parece ser o que menos interessa. PVC certamente não levou isso em consideração.