
Estou de pleno acordo com aqueles que condenavam o Santiago Bernabéu como palco da final da Libertadores de América entre River e Boca. Não pelos motivos expostos – prejuízo técnico ao River que deveria jogar em seu campo a segunda partida da decisão, tampouco pelos apelos dos tradicionalistas ou ufanistas de plantão.
E sim porque o sagrado solo do Santiago Bernabéu não merecia ser conspurcado por um jogo tecnicamente tão tosco de desprovido de imaginação como o foi esse clássico argentino ao longo do tempo regulamentar, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Benedetto, sempre ele!, na etapa inicial, e Lucas Pratto, no segundo período.
A coisa toda só foi tomar realmente dimensão de uma decisão desse porte na prorrogação, quando o River acelerou o domínio exercido no segundo tempo regulamentar, a partir das ações desse canhoto habilidoso e rápido nas definições das jogadas – o meia Quintero, que colheu o fruto de sua habilidade aos 3 minutos da fase derradeira, metendo uma bola exata no ângulo de Andrada, já se aproveitando da expulsão de Barrios no início da prorrogação.
A partir daí, o Boca heroicamente atirou-se ao ataque, enquanto o River respondia com rápidos contragolpes, incendiando a plateia, que, em lugares civilizados podem perfeitamente dividir as arquibancadas de um estádio de futebol em paz (escrevo isto logo depois do apito final; o que veio a seguir, não sei).
Enfim, a pressão do Boca era tal que o seu goleiro virou atacante. E, por isso mesmo, depois de bola disparado no poste de Armani, o contragolpe do River, com Martinez diante das redes vazias, foi o ponto final dessa decisão tantas vezes adiada e debatida.
Ufa!
Se já não bastassem o êxodo de atletas do mundo todo para a Europa. Se já não bastasse a invasão de jogos das ligas Europeias nas nossas casas que reduziram nosso futebol a pó, agora nem os minguados clássicos sul americanos que ainda traziam certa emoção ao nosso pobre futebol escapam da gula do mercado predador. Logo, nem isso sobrará. Restará aos espíritos vira-latas de sempre que acham que lá nas oropa é tudo muito bonito, tudo muito melhor, começarem a procurar uma desculpa para justificar tamanha barbaridade. Logo logo isso poderá se tornar um fato irreversível para justificar, começarão a dizer que a violência não permite mais jogos de envergadura por estas plagas.
As mesmas desculpas, o mesmo modus operandi, tal qual fazem com nossas mais importantes empresas que são vendidas a preço de bananas e cujo discurso infalível no caso, é a corrupção. E assim vão acabando com a cultura, com o esporte com as nossas riquezas, a nossa identidade, nos rotulando como violentos corruptos idiotizados e nós qual cordeiros cevados, baixamos a cabeça e seguimos todos para o abate achando que estamos fazendo um grande negócio
Alberto Helena Jr.
Concordo com você que esta final de libertadores entre River e Boca não foi a dos sonhos de ninguém, houve muita raça, disposição, força física, características do futebol argentino atual porém quase nenhuma técnica em campo mas valeu assistir para preencher o domingo esportivo quase sem futebol no Brasil a não ser aquele campeonato sub 20 no Rio Grande do Sul quando no sábado o Verdão meteu um sonoro 6 x 0 no River Plate, isso mesmo o sub 20 do campeão da libertadores perdeu de 6 x 0 para o Verdão que vai utilizar este time sub 20 e mais alguns reservas do principal para a disputa do campeonatíssimo (licença poética) paulistinha enquanto os dois times principais do Verdão viajarão durante o campeonato menor de São Paulo para exibição em torneios europeus e amistosos sul americanos. Saudações palmeirenses.
Sim mas no grande espetáculo acompanhado por 400 milhões de telespectadores em todo o planeta, a bem do futebol da Argentina especialmente, faltou o VAR e uma arbitragem sem erro, depois da expulsão injusta do melhor jogador da partida e do Boca (nem falta foi, uma trombada apenas entre os dois atletas adversários) aí o caminho se abriu pro River, esta ´é a realidade. E foi atendido o desejo da Conmebol….Depois dessa vergonha, sou Real Madrid na final do Mundial de clubes desde criancinha semana que vem, um abraço aí, caro jornalista, saiba que leio você desde os seus tempos do JT, quando entre SP e Rio eu fazia Globo Repórter. Abraço e paz no futebol, que precisa melhorar nas arbitragens, que não podem mais estragar os grandes jogos como o de ontem, que causou inveja no Brasil. da CBF.
Nobre, Helena Júnior, peço que transmita, ao Nobre, Chico Lang e Familiares, meus sentimentos.
Alberto Helena Jr.
Aproveitando a postagem do João Bagaiolo pela lembrança do trágico acontecimento na vida do Chico Lang, perde o primeiro filho para as drogas e agora perde o segundo filho acho que para a depressão que costuma levar não só velhos e adultos ao suicidio mas também jovens geralmente de classe média alta que tem tudo na vida sem fazer nenhum esforço começando aí o questionamento de sua presença na Terra sem nenhum objetivo na vida, cuida aos pais educar seus filhos para os principios básicos e valores éticos e morais que devem nortear a vida de um ser humano, por isso meus sinceros pesames para este senhor que terá ainda a oportunidade perante a vida de superar esta perda, diz Jesus “o plantio é livre porém a colheita é obrigatória” e que dura colheita hein Sr. Francisco Lang. Mais uma vez meus sentimentos principalmente para a família e em especial para a mãe cuja dor de perder um filho não se dimensiona.
A injusta expulsão do “Tigre de La Bombonera” pelo árbitro uruguaio tirou um pouco do brilho da vitória “Millonaria”, visto que o Boca jogava defensivamente e perdeu o melhor marcador do time.
Talvez o vencedor da partida não mudasse, mas seria BEM MAIS COMPLICADO para o River.
Deviam ter posto o chileno para apitar os dois jogos.
Alverto, hoje nao concordo com voce. Caramba era uma FINAL DE LIBERTADORES jogo carregado de emocoes
e tradicao. Podia-se cortar com uma faca no ar a atmosfera carregada de emocoes… um jogo para a historia.
abracos