
Foi um sábado de luxo, que começou e terminou em goleadas, nessa turnê pelos campos de Europa.
Logo cedo, foi a vez de o Liverpool manter a liderança do campeonato inglês, ao meter quatro no Bournemouth, na casa do adversário, com direito a três de Salah, que começa a recuperar sua forma esplendorosa, depois de uma queda a partir da Copa do Mundo.
Em seguida, veio o Bayern, outro que caíra muito desde a chegada do técnico Kovac: 3 a 0 no Nuremberg, com dois de Lewandoviski, esse artilheiro implacável, o que provocou a torcida bávara a entoar o tradicional refrão de Aquarela do Brasil, de Ary Barroso: Brasil, meu Brasil brasileiro… (E eu, cá no refúgio da caverna do Grão Ducado de Ibiúna, murmurando – Brasil, meu Brasil estrangeiro…., em ritmo de rock, óbvio).
Ao mesmo tempo, o United, que vinha em profunda depressão sob o comando de Mourinho, reanimava-se diante do lanterna Fulham, com outra goleada: 4 a 1, em exibições primorosas de Mata (como é que Mourinho deixa esse espanhol no banco, meu?) e de Rashford, autor de um gol inusitado.
Aí chegou a vez do encontro de dois grandes da Old Albión: Chelsea e City.
No primeiro tempo, show do time de Guardiola, que só não tomou a dianteira no placar por isso ou aquilo. Aliás, houve um lance exemplar logo no início, quando num veloz contragolpe o City chegou à área inimiga com cinco jogadores e Sterling bateu fraco nas mãos do goleiro., Cinco na área!, quando o normal é chegarem no máximo dois, o da bola e o que espera o passe. Isso revela bem a volúpia de gol desse time do Guardiola.
Os gols, porém, ficaram por conta do Chelsea – um, de Kanté, no finalzinho da etapa inicial, e outro de David Luís, de cabeça, claro, já no segundo tempo.
O curioso é que nenhum dos dois times entrou em campo com um centroavante típico. Giroud e Gabriel Jesus só entraram no fim do jogo.
Por fim, o Barça. Ah, o Barça, que delícia! Fez do Espanyol gato e sapato, com direito a dois gols de falta magistrais de Messi, uma em cada ângulo, pra não dizer que seu gênio tem uma só direção. O gringo explora todos os itens do mais variado repertório que o futebol possa oferecer, beirando sempre a perfeição. Houve um lance, então, em que Messi perdeu a bola lá na frente e partiu em disparada atrás da sua amiguinha até recuperá-la já nas proximidades de sua área. Não por imposição tática, essas baboseiras, mas, sim, por amor à bola e em respeito à sua própria dignidade.
E há quem cometa a suprema heresia de conceder o título de melhor do mundo a Modric…
Cosas del badoneón, diria seu compatriota de cabelos grisalhos, degustando o amargo das velhas tradições.
Alberto Helena Jr.
Esses times por você citado caro amigo são verdadeiras seleções mundiais com jogadores, tecnicamente ótimos, vindos dos quatro cantos do planeta bola, é uma covardia querer comparar os campeonatos europeus com quaisquer outros dos quatro cantos do planeta, isso visto sob todos os ângulos de planejamento, de gestão de futebol, financeiramente, de exposição midiática, enfim de tudo que pode e merece ser copiado, alguns times aqui e ali começam a perceber a vantagem de se comportar, no aspecto de gestão de futebol, de forma europeia e só tem a ganhar com isso. Saudações palmeirenses.