Vai, Chico!

Foto: KIRILL KUDRYAVTSEV/AFP

Confesso que não sou capaz de dimensionar a extensão da dor que dilacera a alma do meu querido amigo Chico Lang. Não há como medir a perda de um filho, ainda mais de forma trágica e no começo da existência.

Tenho, talvez, pálidas noções de pesadelos que me assomavam quando os meus filhos eram ainda crianças e eu os via morrendo. Era um horror indescritível. Imagine quando o pesadelo se transforma em realidade. A dura, fria, irretocável realidade.

Só me resta mandar um caloroso abraço ao amigo Chico e desejar-lhe que do alto das arquibancadas da vida ele mesmo arranque das entranhas doloridas o grito de sobrevivência para todos nós: “Vai, Chico!”. Pois, a Grande Tragicomédia nunca tem um terceiro ato.

 

6 comentários

  1. Prezado Chico: Imagino e sei a dor que passou e continuará pelo resto de seus dias aqui na terra. Parece uma espada em nosso coração. Há momentos que parece não suportaremos mas Deus é o nosso consolo porque até êle também sente a nossa dor.
    Digo isto, porque há 13 anos perdi uma filha de 26 anos, já advogada formada. A doença durou 1,5 ano e não fomos capazes de encontrar a cura. Sofremos até hoje, mas buscamos forças em Deus e assim vamos vivendo porque temos outros familiares e amigos que querem o nosso bem.
    Nesse momento uma legião de corinthianos tenho a certeza que estão orando por você porque nós torcedores do timão precisamos que continue assim como você é. Que Deus lhe proteja e de o consolo.

  2. O 11º Mandamento deveria ser aquele em que os filhos não podem morrer antes dos pais,mas diz a história que Deus não o escreveu na pedra de Moisés.O que sabemos nós da Ordem Natural das Coisas?Muita fôrça aos pais e aos familiares.

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