Jardine arejando o time. E o Gabigol, hein?

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Jovem ou velho, ninguém sai da caixa. No máximo, um deles arrisca levantar a tampa pra arejar um pouco o ambiente do nosso futebol.

Pois, foi o que fez Jardine na sua primeira partida como técnico substituto de Agtuirre, neste São Paulo e Grêmio do Dia da República periclitante.

Nada de três beques, três volantes, três laterais e outros mofos que intoxicaram o São Paulo neste segundo turno do Brasileirão.

Jardine fez o simples, o óbvio, embora ainda insista na figura dos dois volantes de ofício, o que reduz a capacidade criadora de qualquer time de futebol, a não ser que essa dupla seja formada, digamos, por um Cerezo e um Falcão. Aí o papo é outro.

Mas, com o desenrolar da partida, Jardine foi ajeitando o seu time com a meninada que pede passagem, tipo Helinho, Shaylon, Liziero e esse canhotinho atrevido, Antoni. Faltou só trocar o inútil Trellez pelo garoto Brenner, o que acontecerá em breve, mesmo porque Toró vem fazendo fumaça lá embaixo.

Ah, mas o São Paulo não ganhou, apenas empatou em casa com o Grêmio por 1 a 1, ainda por cima com gol contra de Michel. É verdade. Mas, vale lembrar que o Grêmio é o Grêmio, de Cebolinha, autor do seu gol, mesmo sem Luan, a estrela da cia. Um time que disputou até o final a Libertadores e que está mais bem colocado na tabela do Brasileirão do que o São Paulo, nos critérios de desempate.

É a segunda melhor defesa do campeonato, sem ser uma retranca tipo Felipão, a primeira, e briga por um lugar na Libertadores, assim como o São Paulo.

O que valeu foi ver o Tricolor paulista portar-se em campo com a dignidade de um grande, que nos quinze minutos finais pressionou o adversário, trocando bola no ataque, driblando, essas coisas essenciais que não se viam nos tempos de Aguirre.

Já no Maracanã o Peixe, que ainda sonhava com uma vaga na Libertadores, caiu por 1 a 0 diante do Flamengo de objetivos maiores mas de futebol inferior às expectativas, embora tenha dominado o jogo, chegando ao seu gol com Dourado, aos 27 do segundo tempo.

Mas, o Urubu, de fato, se alimentou da carniça de um artilheiro que enterrou o Peixe nessa tarde: Gabigol, o implacável goleador-mor do Campeonato que conseguiu o prodígio de atirar nas mãos do goleiro César dois gols feitos – o primeiro, quando recebeu de Bruno Henrique e, cara a cara, chutou em cima do goleiro; o segundo, naquele pênalti por ele sofrido e cobrado nas mãos de César.

Assim, o Flamengo manteve no ar aquele cheirinho já quase extinto, enquanto o Peixe exala o odor da descrença.

2 comentários

  1. O Gabigol surpreendeu tanto positivamente como agora negativamente….positivamente …não só pelo fato de ser o artilheiro…que na realidade êle sempre foi..mas pela dedicação em campo…pelo notório amor a camisa santista….etc….e negativamente porque na realidade….êle não cobrou o pênalte….atrasou a bola para o goleiro.

  2. Alberto Helena Jr.

    Foi um bom resultado para ambos os times, nenhum aspira coisa maior do que se classificar para a libertadores de 2019, o Grêmio é superior tecnicamente e enfrentou um São Paulo de turbulências não só no campo mas principalmente extra campo, quando os dirigentes não se entendem e faz tempo e cujas turbulências não só tiraram do time as chances de coisas maiores nesta competição como também projetaram incertezas para o futuro porém como diz minha irmã que é são paulina é o que eles tinham para o momento. Saudações palmeirenses.

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