Ah, Grêmio… Bravo, Furacão!

Foto: Miguel Rojo/AFP

Se o Furacão foi arrasador em Montevidéu, metendo 4 a 1 no Peñarol, que, diga-se, não é nem sombra do que já foi, pela Sul-Americana, o Grêmio murchou diante do aguerrido Estudiantes, em Quilmes. perdendo por 2 a 1, pela Libertadores.

O CAP saiu na frente, ainda no primeiro tempo, ampliou com Marcinho no começo do segundo, e nem tomou conhecimento do gol de honra dos gringos, pois em seguida construiu a goleada com Nikão e Bruno Guimarães, jogando um futebol seguro e sereno.

Ao contrário do Grêmio, que, ao sofrer o primeiro gol aos 8 minutos de bola rolando, de Pancho, desarvorou-se, e, contrariando seu estilo cerebral de toques e envolvimento, passou a correr atrás do adversário e a dar chutões pra frente.

Resultado: tomou o segundo, na cobrança de corner, em finalização certeira de Campi.

Aliviou-se um pouco quando Kanemann colheu de cabeça escanteio cobrado da esquerda e reduziu o placar, para se reequilibrar na etapa final depois das entradas de Jael e Marinho e da expulsão de Zuqui.

Mas, não o suficiente pra sequer empatar. O que não chega a ser uma tragédia, pois basta uma vitória simples no jogo da volta que a classificação à próxima fase estará garantida.

O curioso nessa história é que, desta vez, o processo de poupar jogadores no Brasileirão com vistas à Libertadores provocou efeito inverso: com os reservas, o Grêmio bateu o líder Flamengo, no certame nacional; com os titulares, dançou diante do modesto Estudiantes.

Cosas del bandoneón

Foto: Javier Gonzalez Toledo/AFP

 

6 comentários

  1. Alberto Helena Jr.

    Assim como nos certames nacionais camisa já não ganha mais jogo o mesmo se reflete nos certames internacionais, como na Libertadores, ou seja o Atlético Paranaense que vem capengando no brasileirão, namorando quase noivando com a zona de rebeixamento vai ao Uruguai e mete uma goleada no principal time uruguaio que é o Penharol, já o badalado Grêmio vai cheio de moral lá para a Argentina e toma um sacode do Estudiantes, vai se entender né Alberto, sinal dos tempos, camisa já não ganha mais jogo, não existe mais time bobo ou dito pequeno, o que vale é a união do time, garra, vontade de ganhar e principalmente vergonha na cara. Saudações palmeirenses.

  2. “Ao contrário do Grêmio, que, ao sofrer o primeiro gol aos 8 minutos de bola rolando, de Pancho, desarvorou-se, e, contrariando seu estilo cerebral de toques e envolvimento, passou a correr atrás do adversário e a dar chutões pra frente.”
    O Estudiantes soube marcar o “queridinho da mídia”, por isso o mesmo começou a dar balões e ficou apavorado, recebeu uma marcação forte e bem feita e com isso sucumbiu. Se os argentinos não se acovardarem no segundo duelo e utilizarem a mesma estratégia com o mesmo empenho já estarão classificados para a próxima fase, pois o sistema defensivo do Grêmio não é nem metade do que se “cacareja” na mídia possuindo muitas debilidades como a bola aérea.
    Eles também tem sofrido com a grande dificuldade em fazer gols, geralmente fazendo um por partida ou no máximo dois em casos bem mais raros.

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