
Navegar é preciso, viver não é preciso, já dizia o poeta da raça que se aventurou mar afora até bater em nossos costados. Traduzindo: mais do que simplesmente sobreviver enclausurado nos limites do conhecido, é preciso arriscar em busca do desconhecido, do novo, da descoberta.
Lembrei disso quando a Fiel começou a clamar por Mateus Matias ao longo do tedioso zero a zero entre Corinthians e Vitória, em Itaquera.
Nenhum daqueles torcedores, por certo, jamais viu Matheus Matias em campo. Como joga, qual seu perfil, de que é capaz com a bola nos pés? Ninguém sabe. É o desconhecido, o novo, a esperança de uma virada no destino alvinegro, cuja realidade é essa aí: um time repetitivo, sem força ofensiva, que se limita a buscar o óbvio, o tal equilíbrio tantas vezes repetidas por nossos treinadores, veteranos ou novatos, pouco faz.
Enfim, o rapaz entrou em campo, poucos minutos antes do apito final do juiz, e nem teve chance de pegar na bola.
Continua, pois, sendo apenas uma expectativa, um verso do poeta mirando o horizonte. Nada mais.
NA LINHA DO GOL
Lá pelos meados dos anos 50, às vésperas da Copa de 58, Nélson Rodrigues, o maior dos nossos dramaturgos, escritor e afiado cronista esportivo, eternizou a frase: o brasileiro tem o complexo de vira-lata, inspirada nos fracassos da Seleção nas Copas precedentes, de 50 e 54. Nada mais profético, se a cunharmos aos tempos atuais, quando o brasileiro vadia por aí, revirando as latas de lixo cultural e comportamental aqui desembarcadas made in USA.
Mas, nada mais impróprio para aquela época, quando o Brasil, de súbito, passou a cantar de galo em vários setores da atividade humana. Nas letras, reinavam Drummond, Manuel Bandeira, Jorge Amado, Guimarães Rosa, Clarice Lispector e tantos outros; na ciência,, Mário Schemberg; nas artes plásticas, Di Cavalcanti e Portinari; na arquitetura, Niemeyer; nessa época, surgia o Cinema Novo, de Glauber e cia.; no teatro, além do TBC de Cacilda Becker, o novo Teatro de Arena, de Guarnieri; na música, Villa Lobos, enquanto Tom, Vinicius e João Gilberto inventavam a Bossa Nova, que atirou na lata o lixo o que até então vigia por aqui entre boleros e guarânias; e que dizer do esporte brasileiro daqueles anos, definido como Era JK, o presidente que peitou o FMI e construiu Brasília para espanto do mundo?
No esporte, então, era um verdadeiro desbunde. Eder Jofre, o maior peso galo da história, levantava os títulos sul-americano e mundial pela primeira vez na história do nosso boxe; o basquete de Amauri e Vlamir ganhava Olimpíadas e Mundial; Ademar Ferreira da Silva batia recordes atrás recordes no salto triplo; e Maria Ester Bueno…
Bem essa, a Rainha de Wimbledon, é a musa destas pobres linhas, com sua partida precoce. Não só foi nossa maior tenista e a melhor do mundo em seu tempo, como recolocou a mulher brasileira no podium do respeito e da admiração de todos os machistas presentes e ausentes.

Na condição de simples fornecedor de mão de obra, o ” TIMÃO” , não terá nada mais que isso para oferecer ao seu torcedor.Já virou rotina o time ser desmantelado ano após ano, Pelo menos para mim CHEGA! CANSOU afinal, torcer para que? so se for para o sucesso de empresários, jogadores ,dirigentes em geral, pois ao torcedor restará apenas o papel de IDIOTA COMO SEMPRE FOI , garantindo recordes de público e de renda.VAMOS ACORDAR GALÉRA ,NOSSO PAÍS ESTA CAINDO AOS PEDAÇOS ,E PODE PIORAR!
Alberto Helena Jr.
Este mundo ainda tem salvação o Pedro II chegou a conclusão do que todo mundo está vendo há anos o time de itaquera foi dominado por uma turma desde 2007 que não respeita o clube só vê seus próprios interesses financeiros, utiliza o clube para enriquecer inclusive se utilizando de esquemas ilicitos, quer um exemplo do porque o programa de sócio torcedor dá até prejuízo ao clube, a razão é simples tem uma empresa a tal de Omini que administra o programa e que fica, dizem, com 70% do rendimento e quer mais joernalistas investigativos falaram que há vários sócios ocultos lá inclusive um que é o atual presidente do clube e que nas investigações da PF que se fará em itaquera este será um dos pontos investigados, se é que já não está sendo objeto de investigação. Se conforme Pedro II enquanto o clube estiver cheio de pessoas que só querem se servir do clube e não servir ao clube o caminho estará fatalmente direcionado à série B do brasileirão 2019. Saudações palmeirenses.
Olá JJr. devo admitir que concordo com vc, mas, seria muito interessante que tds abrissem os olhos para a realidade de seus clubes, pois o Corinthians não é o unico nas garras da Máfia que domina td inclusive o futebol. Sucesso para o seu Verdão que no momento é um vinhedo que pode produzir ótimo vinho, mas , fique esperto, pois há raposas felpudas rondando suas parreiras. Somente o ( cidadão/torcedor) consciente pode mudar essa situação miserável.
Texto de fino trato, meu chapa Digo que a Bossa Nova de Tom, Vinicius e João, nada mais é que o moderno(?) chorinho de seus antecessores.
Abços
Dr. eu não me engano, nesta página só tem Corinthiano!