Era pra ser esse horror, Verdão?

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

O Palmeiras entrou em campo com seu time reserva. Aí, você olha a escalação, e exclama pros seus botôes: pô, taí uma equipe de valor!

É verdade. Não só no valor econômico, mas, sobretudo, na bola que cada um costuma jogar. Os piores são bons, os melhores são mais que isso e brigam por uma posição no time titular.

Então, você senta diante da tv e espera pra ver um espetáculo, se não primoroso, pelo menos apreciável do ponto de vista técnico, já que o conjunto está prejudicado pela falta de entrosamento entre esses jogadores que atuam muito pouco.

Bola rolando, é o São Caetano quem ataca, uma vez, duas, na terceira, cruzamento da direita, Fabiano fica procurando a bola que cai na canhota de Chiquinho, aquele! – rede, 1 a 0 pro Azulão.

Daí pra frente, que horror!

O Verdão não consegue trocar três passes exatos, progressivos, nada disso. É só chutão pra Keno disparar em vão na direção do gol adversário.

Passa o tempo, vêm as substituições, entram Willian, Moisés e Papagaio, e tudo continua na mesma toada.

Fim de jogo, vitória do Azulão sobre o Verdão, que acumula, dessa forma, o quarto tropeço seguido num campeonato em que ele vinha de crista erguida e vento em popa.

Ah, sim, houve um pênalti não assinalado em William. Mas, desconfio que, do jeito a coisa estava, era bem capaz de o cobrador mandar a bola às nuvens.

A esse desempenho pode-se juntar o clássico de domingo, empatado por 1 a 1 entre Santos e Corinthians, que só se acendeu depois do apagão, quando o Peixe se debruçou sobre a defesa corintiana, alcançou seu gol com o menino Diogo Vítor e poderia até ter virado o placar se o juiz desse pênalti na falta marcada fora da área, cometida por Balbuena.

Esse é o espelho do futebol que se pratica no Brasil de hoje.

NA LINHA DO GOL

Foram cinco apagões nos últimos oito jogos realizados no Pacaembu, que passa a maior parte de seu tempo à disposição dos reparos necessários. Justamente quando o Pacaembu é mote da política de privatização declarada abertamente pelo prefeito. Não sei por que não me sai da cabeça a quadrinha de uma velho samba de Ataulfo Alves: “Laranja madura/ Na beira da estrada/ Tá bichada, Zé/ Ou tem marimbondo no pé…” 

8 comentários

  1. Alberto, não poderia deixar de comentar, apesar de não ser o meu feitio adentrar a casa dos outros.
    Mas, fato mais que comprovado, mais uma vez, todo o dinheiro investido do administrador ou patrocinador vai para as devidas “cucuias” abaixo novamente.
    Ao ver, já assistimos algo parecido ano passado…ou estou enganado?
    Claro, uma hora vai dar certo de tanta “grana grossa” que estão investindo em um clube.
    Mas veja você, meu caro, o que valhe mais: “um pássaro na mão ou dois voando?”
    Fica a pergunta meio que alterada, assim como um tal de papagaio alterado lá pelos lados da Barra Funda.
    Vamos ver se estou certo ou errado com o tempo.
    Grande abraço e saudações.

  2. Alberto Helena Jr.

    Você está certo na sua análise Alberto mais eu como torcedor palmeirense também não estou nada satisfeito pelo resultado, porém de tudo na vida a gente sempre tira um aprendizado, como dizia meu saudoso pai, e para o Roger de ter ficado uma doída lição de que deste time “alternativo” não sobra muita coisa para ser utilizada no time titular, na minha humilde opinião já está na hora de procurar novo clube, Fabiano (horrível, não sabe se é beque central ou lateral e não joga nada em qualquer posição, o gol contra a Chapecoense que é o que lhe segura no clube foi um aborto da naturaza o chamado gol defecado), Juninho (só tem tamanho e nenhuma bola), Michel Bastos (piada né o risadinha), Tchê Tchê (esqueceu o futebol em 2016), espero que o Roger faça sim mais experiências lançando os garotos da base em situação menos constrangedora como foi
    a de ontem, São Caetano, nas suas muitas limitações técnicas fez a parte dele não há o que se reclamar, 5ª feira enfrentamos o time das meninas da Vila Sonia com o time titular e aí o buraco para as dondocas do Morumbi vão ser bem mais embaixo, vão pagar o pato pela nossa derrota para o São Caetano. Ah ia já me esquecendo que juizinho vagabundo é esse Furlan não marcando penalti claro sobre o William, é a máfia da FPF querendo indiretamente ajudar o pangaré itaquerense mais aí eu digo para esses gambnas sujos….SIGAM O LÍDER GERAL DO CAMPEONATO. Saudações palmeirenses.

  3. so voce para dar opinioes embazadas e coerentes!sou seu fa!volto a pedir sera que poderia assistir uma gravacao do mesa domingo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  4. Hoje em dia é normal o preconceito com os latinos, escancarado até em entrevistas de jogadores. Hoje em dia, é normal o jogador agredir o seu adversário aos pontapés mesmo os agressores estando no banco de reservas. O jogador do timão tentou alcançar a bola que veio pelo alto e errou qual o problema? A imagem mostra que ele não tocou em ninguém ao contrário dos adversários que o atingiram várias vezes conforme às imagens. Pergunto para vocês analistas: O que aconteceria se ao invés de se jogar e rolar para dentro do gramado ele tivesse revidado? briga generalizada e pancadaria entre os jogadores. Ah, ele quer aparecer para a torcida. Que torcida se só tinha torcedor do peixe, torcida única! Ah, chamou o peixe de time pequeno. Time pequeno e não clube pequeno. Cara, qualquer time ficaria pequeno após Pelé. É como ser rico e da noite para o dia se tornar pobre. Ah. será que o apagão foi proposital? O peixe estava perdendo o fôlego e jogo, será?

  5. Alberto, seguinte: Trouxeram ano passado o estagiário Eduardo Baptista, o desinteressado e confuso Cuca e o prata da casa Alberto Valentim. Este ano, tudo de novo, O estagiário da vez: Roger Machado. Em março, ainda não temos um time. Experiências e mais experiências. Quatro jogos sem vencer, sendo duas derrotas. Uma delas em casa, e contra time pequeno. Empate contra time pequeno. Em casa. Técnico sem rumo. E talvez a história se repita. Ano passado e este ano, contratações milionárias improdutivas.. Esqueceram da defesa, que continua uma mãe. O milionário time parece um bando de índios correndo atrás da bola. Talvez se tivessem tido paciência com o Valentim a coisa estaria mais encaixada. Pior do que tá, garanto que não ficaria. Ah, e por falar nisso, hoje ele é técnico de um time grande. No Rio. Quem sabe?!

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