Real, de Casemiro, 2 a 1

Foto: FRANCK FIFE/AFP

Se já era improvável o PSG virar o jogo diante do Real, depois dos 3 a 1 de Madri, ainda mais sem Neymar, ficou praticamente impossível com a decisão do técnico Emmery de escalar seu time no Parque dos Príncipes com três volantes de saída: Tiago Mota, Verratti e Rabiot.

Sem o toque de criatividade indispensável em seu meio de campo, o PSG teve a bola aos seus pés boa parte do jogo, mas não conseguia acionar devidamente o ataque formado por M’Bappé, Cavani e Di Maria.

Em contrapartida, o Real, bem postado a partir de um meio de campo onde imperou Casemiro com seus desarmes providenciais, seus passes precisos e viradas de jogo astutas, dispondo do garoto Asensio, que não se perdia pelo nome, pois era o degrau seguro para as investidas do ataque merengue, o Real foi acumulando chances de gol até que Cristiano Ronaldo, mergulhando de peixinho, abriu a contagem logo no início do segundo tempo.

Bem que Emmery tentou dar um tanto de molejo ao seu meio-campo logo em seguida com a substituição de Tiago Mota pelo meia Pastore. Mas, logo em seguida, Verratti foi expulso por reclamação, e nem o gol de empate de Cavani, aquele ausente sempre decisivo, serviu para os franceses anunciarem a grande virada.

Entre outras coisas, porque logo Asensio meteu uma bola no poste, e, mais adiante, aos 35 minutos, Casemiro encerrou com chave de ouro sua brilhante participação no jogo, marcando o gol da vitória.

Claro que Neymar fez uma falta danada, com seus dribles, suas assistências, sua ajuda na marcação, seus gols, e, sobretudo, sua ascendência sobre os adversários que costumam acumular cartões de todas as cores diante do brasileirinho infernal.

Mas, isso não foi tudo. Há que se levar em conta também as limitações do banco do PSG e a grandeza de um Real que, se não vem bem no Campeonato Espanhol, tem camisa pra assustar qualquer touro bravio.

10 comentários

  1. Real, de Casemiro? Boa velhote .., é um claro recado aos ingênuos que rotula o moleque de botinudo, aqui e ali
    Convivendo com os excepcionais – Kroos e a Modric, e nas mãos de Zizou fez o brasileiro se tornar uns dos melhores cabeça de area do futebol mundial.
    Comigo, jogaria como zagueiro/libero…

    Abços

    1. A camisa do Real entorta a boca do apitador, também. NO primeiro jogo, o juiz ganhou o jogo para o Real. O mundo inteiro viu isso.

    2. Tolerância, é preciso levar em conta que, no primeiro jogo, o PSG fora assaltado, de forma indecorosa. Antes dessa disputa, na única vez que disputaram um mata-mata, o PSG eliminou o Real.

  2. Alberto, foi uma amostra de que um time verdadeiro, agindo como equipe e bem treinado não depende de apenas um craque de bola.
    Foi assim com o PSG, em minha ótica, não dependeu muito do tal de Neymar.
    Jogaram uma bola redonda contra um dos times mais poderosos da Europa e não fizeram feio.
    O placar do primeiro jogo praticamente definiu a classificação, embora o PSG tenha perdido novamente.
    Isso mostra ao Brasil, principalmente ao mestre Tite que a “dependência Neymar” da qual falam tanto, foi para o devido “brejo”.
    Pois, o futebol é coletivo e não se faz verão com apenas uma “andorinha”….ou estou tontamente errado?
    O Brasil, com ou sem o “almofadinha”, vai dar um show à parte neste mundial.
    Pode cobrar depois, grande amigo.
    Forte abraço e saudações.

  3. Caro Helena, é preciso levar em conta que, no jogo da ida, o juiz ganhou o jogo para o Real. Foi parcialidade em demasia: pênalti inexistente, não deu pênalti quando o Sérgio Ramos tirou a bola com o braço e usou dois pesos e duas medidas, tanto em faltas quanto na aplicação de cartões.
    Para piorar tudo, o técnico do PSG entra com Thiago Mota, no meio, como se precisasse empatar o jogo. Pastore era quem deveria ter entrado.

  4. Tolerância, é preciso levar em conta que, no primeiro jogo, o PSG fora assaltado, de forma indecorosa. Antes dessa disputa, na única vez que disputaram um mata-mata, o PSG eliminou o Real.

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