De novo, Verdão sai na frente. Chega?

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O São Paulo acaba de perder Hernanes, o responsável direto pela fuga tricolor do descenso no ano que acaba de se encerrar, e está em vias de ver Pratto bater asas de volta ao seu ninho. O Timão perdeu Jô e Arana, seu principal veterano e sua maior promessa. O Santos ficou sem Lucas Lima, o craque da equipe, e Ricardo Oliveira, o eterno artilheiro. Só o Palmeiras, no futebol paulista, já com um elenco forte, reforçou-se, com as chegadas de Diogo Barbosa, excelente e jovem lateral-esquerdo, Lucas Lima e, de quebra, o goleiro Weverton, pra se juntar a uma dupla de ases sob a meta – Prass e Jaílson.

O São Paulo namora Diego Souza pra assumir as funções de Hernanes – equivalem-se, embora Diego Souza seja um jogador passível de oscilações ao longo de uma temporada.

O Timão traz para o lugar de Arana, Juninho Capixaba, sobre o qual não tenho nenhuma opinião formada, pois pouco vi em ação pelo Bahia, onde, aliás, esteve mais ausente do que presente.  E Júnior Dutra, que, embora não seja um centroavante típico, pode ser adaptado ali no lugar de Jô. Danilo, que reformou contrato com o Corinthians, é outro ajustável ao setor. Isso, sem falar no menino Carlinhos, que, inexplicavelmente, teve raras chances com Carille.

Já o Santos terá de garimpar nas suas sempre prodigiosas bases alguém para ocupar o posto de Ricardo Oliveira. Quem sabe esse menino Kaio, de quinze anos, que vem se destacando na Copinha?

Por fim, o Verdão, que mais uma vez entra como o grande favorito paulista às maiores conquistas nesta temporada.

E aqui entra um fator novo: o técnico Roger Machado, um rapaz articulado, com bons conceitos sobre o futebol ofensivo, última palavra nos grandes centros planetários, que surgiu bem no Grêmio pra depois cair, sobretudo na passagem breve pelo Galo. É sua chance de decolar de vez com o elenco que terá à sua disposição. E a grande chance de o Verdão ganhar um padrão de jogo à altura de seu elenco.

Vejamos.

NA LINHA DO GOL

Foram-se nestes dias dois queridos amigos e grandes profissionais: Marquinho Mora, durante muitos anos diretor de Esportes da Globo em São Paulo, e Carlos Heitor Cony, escritor e um dos últimos cronistas de fato deste país que vai perdendo o encanto das palavras e das ideias juntamente com a sensibilidade. Meus pêsames, Brasil.

 

5 comentários

  1. Vc que é amigo do Sergio Soares, o que vc pensa daqueles “refugos” que ele esta montando no Santo André ?
    Assim voltaremos pra segundona de novo heim……

  2. Barcelona, Real Madrid, Manchester United, PSG e antes deles o Milan a Inter de Milão se transformaram no Shangrilá dos jogadores de futebol, principalmente dos jogadores oriundos da América do Sul. Do Milan e da Inter nem temos mais notícias. Os monges de lá desapareceram ou algum terremoto destruiu o paraíso daquela terra de sonhos. Agora o shangrilá mudou de posição geográfica, mudaram os personagens, os monges, porém, o sonho,a filosofia e as políticas do paraíso permanecem a mesma: muito dinheiro não se sabe lá vindo de onde, muita propaganda e promessas da felicidade eterna. Do Brasil, há muitos candidatos inebriados e ávidos por descobrirem a terra prometida cujo sonho maior é tornarem-se o monge maior e ganhar muito, mais muito dinheiro. não importando os métodos nem os caminhos, nem o sofrimento que os levem ao paraíso, não importando que abandonem amigos a família a sua cidade e país. O importante é chegar lá onde há muito dinheiro muito glamour mais infelizmente onde tudo como acontece como num sonho, se desfaz e desaparece num piscar de olhos. Ai quando acordam e olham no espelho, vêem que envelheceram, que não há mais paraíso, amigos nem dinheiro, ai só lhes restam se lamentar pois o tempo passou e não tem mais volta.

  3. De onde vem (origem real e verdadeira) essa enxurrada de investimentos do Palmeiras em uma economia, reconhecidamente falida (Brasil), qual a origem desse milagre ?

    1. Alberto Helena Junior

      Gostaria de responder ao internauta Paulo Guimarães (mais um gambá invejoso) que a origem de investimentos no Palmeiras vem de patrocínios de empresas sérias do mercado financeiro e educacional, de planejamento profissional e não amador como na maioria de outros clubes e de estruturação profissional em todos os departamentos do clube simples assim e como diz o Paulo Nobre “enquanto a cachorrada ladra a caravana passa” o Verdão hoje não depende só de patrocínio de televisão e de empresas estatais como por exemplo o pangaré itaquerense que vivia mamando nas tetas dos governos petistas e participando de muitas maracutaias para ganhar títulos (arbitragem da CBF e Rede Esgoto de Televisão) tá bom desse tamanho para você Paulo Guimarães ou você quer mais…não queira passar mais vergonha. Saudações palmeirenses.

  4. Caro Mestre, nos tempos recentes, tenho sempre ouvido a afirmação de que os goleiros tem tido mais dificuldade para segurar |a bola porque esta ficou mais leve. Por acaso a massa da bola não é a mesma(453 g) desde que o esporte teve suas regras firmadas? claro que as bolas de “capotão” ficavam um pouco mais pesadas na chuva, mas secas as de antanho, tanto quanto as de hoje, tem a mesma quantidade de massa( já que peso se refere à força da gravidade que atua na massa da bola). Se não houve mudança é impróprio afirmar que por serem mais leves as bolas de hoje apresentam maior dificuldade para os goleiros. Quanto à forma, se não me engano, sempre foi esfera e isso não pode ser argumento para os goleiros. talvez os materiais de que são fabricadas tenha alguma influência, mas repito: se a bola tiver forma esférica perfeita e constituída de materia uniforme em toda ela, não há razão para essa afirmação.

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