
Roger Machado pertence à vertente Enio Andrade. Dito assim, até parece um código mal redigido. Mas, esta é uma distinção que fiz muitos anos atrás, quando Felipão assumiu a cena do futebol brasileiro.
Na ocasião, dividi a escola gaúcha de treinadores em duas vertentes – a comandada pelo Capitão Froner, excessivamente defensiva e até truculenta, e a de Enio Andrade, calcada no toque de bola, envolvimento e ataque, sem nunca desprezar a defesa, que isso não passa na cabeça nem do Luís Fernando Veríssimo, esse repositório de imaginação, bom gosto e refinado humor. Divisão que Tite aceita e se declara discípulo de Enio, um ex-meia-esquerda cerebral, que atuou pelo Inter, Renner e Palmeiras, entre outros.
Há tempos os gaúchos vêm assomando o comando da beira do campo no nosso futebol.
Pelo que me lembro, desde Pirilo e Brandão (a Corda e a Caçamba, apelido que Brandão, aliás, não gostava), pois eram inseparáveis.
Pirilo foi um centroavante de escol que fez fama no Flamengo e no Botafogo nos anos 40. Brandão, era um lateral-direito feroz, de técnica reduzida. Brandão se notabilizou, sobretudo, dirigindo o Palmeiras e o Corinthias dos anos 50 aos 70. Ambos, chegaram á Seleção Brasileira como treinadores, numa época em que essa função englobava todo o poder de decisão, desde a preparação física até a formatação tática da equipe e a escalação.
E, já aqui se notava as diferenças de visão de jogo: Pirilo era adepto de um jogo mais jogado, Brandão, o cara duro, que cunhou para a eternidade a expressão “chegar junto”, um eufemismo pra dar porrada. Sílvio Pirilo era mais articulado do que Brandão, que inventou um linguajar próprio, bem mais rústico do que o nosso titês atual. Os dois, porém, sabiam conjugar os verbos queima e assopra no contato com os jogadores.
Depois deles, veio uma enxurrada de técnicos gaúchos que culminou com essa leva que dirigiu a Seleção Brasileira nos últimos anos – Felipão, Dunga, Mano e Tite – só pra resumir a história. Agora, é a vez de Roger, que dirigiu Grêmio e Galo, depois de ter sido excelente lateral-esquerdo e quarto-zagueiro já em fim de carreira.
Felipão foi o cara que deu o pontapé inicial, por assim dizer, ao tal futebol de resultados, de certa forma, retomando o caminho trilhado por Brandão e antes dele o Capitão Froner: o que vale é o resultado, custe o que custar. Fecha a casinha, explora o contragolpe, marca-marca-marca, cospe, xinga e mata, carcará! O início da tragédia do atual futebol brasileiro, salvo hoje pela Seleção de Tite, em boa parte, com jogadores que atuam lá fora.
Mano tentou mudar o braço da viola, mas, quando estava dando certo, o presidiário Marin deu um passo atrás, chamando Dunga, o rancoroso, afilhado de Felipão, Brandão e Froner.
E aqui é preciso fazer um parênteses para dizer que tanto jogadores quanto técnicos e mídia gaúchos sempre foram mais atentos para as questões táticas do que o resto do Brasil, talvez por influência de seus vizinhos argentinos e uruguaios, mestres nessas artes, ao contrário do brasileiro, sempre tão intuitivo e criativo individualmente.
Corte para o presente: o que esperar de Roger Machado à frente desse borbulhante Palmeiras? Uma tarefa triplicada, que começa com a peneira do elenco (quem fica, quem sai), dar a esse time uma organização que lhe faltou ao longo do ano, e convencer os conselheiros, a torcida e a mídia de que é o nome certo, já que, antes mesmo de assumir, proliferam as desconfianças tanto nas redes sociais quanto nos bastidores verdes.
Não é fácil pra ninguém. Ainda mais que dizem ser o ponto fraco de Roger a capacidade de domar as cobras criadas no elenco, sem o que é impossível um técnico impor suas convicções ao time. num mundo ideal, civilizado, isso não seria problema, pois se trata de um tipo sereno e equilibrado, Mas, estamos muito longe desse concerto, todos sabemos.
Em todo caso, boto fé no trabalho desse rapaz, sobretudo por conta de suas propostas de jogo, que contrariam totalmente a bola que o Palmeiras vem jogando neste ano, tanto sob o comando de Baptista quanto no de Cuca: muita correria, bolas esticadas e tal e cousa e lousa e maripousa.
Vejamos, vejamos.
Há uma passagem que poucos conhecem do Ênio Andrade pelo Náutico no começo dos anos 60. O interessante era que Ênio era o meia esquerda do time e também acreditem, seu técnico. Se a moda pega hoje em dia!
Quanto ao Brandão duas coisas que que o levaram a cair do cavalo da seleção em 77 antes da copa da Argentina foi sua teimosia em escalar Givanildo do Corinthinas tendo Cerezo que jogava muito mais no banco. João Saldanha nos comentários não poupava Brandão por deixar Cerezo na reserva a quem o chamava de monstro de jogador. Outra coisa que conspirou contra Brandão foi sua preferência por Vladimir na lateral esquerda quando a imprensa do Rio pedia Rodrigues Neto. Quis a história que mais tarde já na copa da Argentina, Rodrigues Neto fosse expulso no jogo contra a Argentina na famosa Batalha do Rosário impedindo com sua expulsão que Cláudio Coutinho pudesse fazer duas substituições as quais poderiam dar a vitória ao Brasil naquele empate de 0 x 0. As duas substituições eram nada mais nada menos que Zico e Rivelino já programada para o segundo tempo. Com a expulsão, o Coutinho optou por deixar Rivelino no banco e entrar com Zico, ironicamente aquele empate tirou mais tarde o Brasil da copa sem perder sequer um jogo
ola meu amigão tomara que esse treinador consiga montar um time que podemos ver como time porque estamos muito preocupados em ter autoridade e comando nos vestiários e assim a mídia tipo aql netos da vida diz. o verdão não vai ganhar nada em 2018. mas vms fala serio o verdão precisa de organizar o elenco diminuir a ansiedade e fazer o básico depois com tudo dando certo ai sim precisamos de ter um esquema tático sem linha alta como estou vendo e se colocando essa linha alta depende do treinador colocar zagueiros rápidos na reposição do time porque vejo o Edu dracena lento na reposição e ter laterais que ajuda nessa reposição tanto defensivos tanto apoiadores que saiba 1 marcar 2 contra -atacar e com tudo um ano de trabalho pra não falar que não deu errado.vou dizer oq achei errado esse ano torcida pedindo treinador torcida pedindo jogador e por ultimo achar que todo ano tem que ganhar as vezes os torcedores acha que vai ganhar títulos só porque monta um time cheio de jogadores bons e que tem um patrocínio bom e esquece futebol e dentro de campo não fora as vezes a mídia força mas falar oq né uns sabem mas outro menos e os ex atletas revoltado que não ganhava como se paga hj no futebol se revolta dando a intender que eles estão com inveja ou sei la vai do script do programa vc sabe velho sábio tem muitos ai rs programas que corre só pra um lado então e não sabe a verdade do que acontece dentro do verdão mas tudo pelo ibope e todas as noticias falsas pra uma da certo rs aqui vou indo pois o sono me espera Alberto heleno júnior abraço