Mosqueteiro, de faixa e coroa

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press

Neste domingo, o Mosqueteiro vestiu a faixa, botou a coroa na cabeça e meteu a mão na taça, literalmente.

Pena que na celebração nã0 estivesse presente um dos heróis dessa conquista – o zagueiro Pablo. Não se sabe ao certo se poupado das eventuais vaias da Fiel ou apenas execrado pelo clube por não ter assinado a renovação de seu contrato. A explicação verdadeira ficará flutuando nos ares do mimimi até o fim dos tempos.

De qualquer forma, nenhum outro time em disputa do Brasileirão mereceu mais do que o Corinthians esse prêmio.

Rotulado de quarta força, antes de a bola rolar no campeonato, o Timão desenvolveu uma campanha excepcional, incomparável mesmo, em termos de pontos conquistados, ao longo de todo o primeiro. Tanto, que pôde se dar ao luxo de vacilar no segundo, quando caiu na sua própria dimensão.

Na verdade, o Corinthians era não a quarta força, mas, sim, a quinta, pois Palmeiras, Flamengo, Galo e Grêmio apresentavam elencos bem mais ilustres do que o seu.

Mas, sob o comando também do noviço Carille, o Alvinegro achou sua maneira de jogar e varou na ponta, de cabo a rabo, o campeonato. Não é a maneira mais sedutora, pautada na técnica esmerada, na habilidade surpreendente e na ousadia de se atirar à área adversária como o futebol ideal exige. Nada disso: foi aquela mecânica simples, cautelosa e movida a muita dedicação, própria de quem sonha no nível da realidade. E a realidade do futebol brasileiro é essa, gostemos ou não.

Festa à parte, bola rolando, vê-se um Corinthians mais insinuante do que de hábito. E cabe a Vítor defender por baixo duas bolas incríveis. Mas, quem abriu a contagem foi o Galo, numa cobrança de falta magistral por Otero, que deixou Cássio fincado no chão.

A reação foi imediata, houve bola no travessão de Vítor até que Jadson cruzou da esquerda bola que varou toda a defesa e foi às redes: 1 a 1.

E, no segundo tempo, quando Carille arregaçou as mangas trocando o volante Camacho pelo meia Marquinhos Gabriel, que entrou fez uma jogada de craque e meteu a bola no ângulo oposto ao de Vítor, o Timão virou placar: 2 a 1.

Eis, então, que o Galo enceta uma verdadeira blitz sobre a área corintiana, e Fred, sempre ele!, colhe cabeçada fatal, em corner cobrado por Otero: 2 a 2.

O suficiente para não aguar o chope corintiano nem carimbar a faixa de campeão. Apenas um cisco, talvez.

Manchado mesmo foi o jogo de Campinas, onde a torcida da Macaca protagonizou um espetáculo de violência estúpida ao ver a Ponte cair diante do Vitória, de virada – 3 a 2.

Já, em Curitiba, meteram a mão no São Paulo, literalmente. Afinal, a mão na bola que o vigia viu não era de Arboleda e sim do atacante do Coxa: 1 a 0, de pênalti do vigia, O mesmo que não viu um agarrão escandaloso de um zagueiro do Coxa no avante tricolor, em cobrança de corner.

Mesmo assim, o São Paulo virou o jogo e mantém acesa uma centelha de esperança de chegar a Libertadores, depois de passar o ano todo flertando com o rebaixamento. Menos mal.

5 comentários

  1. Sem fax mas carregado de apito amigo.O que fizeram com o Pablo comprova a pequenez do timinho.Certamente ele vai entrar com ação por danos morais.E Cassio,segue o Pablo,vai para um time grande,o que vale titulos roubados,ilegitimos?

    1. Prezado Senhor,
      Atente-se a comentar sobre o seu time de futebol (se é que torce para algum) e permaneça sem palavras se for escrever bobagens deste tipo.
      Grande abraço e saudações corinthianas.

    2. O Nabo vc deve ser torcedor do time do fax ou do time que não cai a 8 anos… Então paga um pau ai seu mané! CORINGÃO HEPTA! CAMPEÃO ANO SIM E ANO NÃO! CHUUUUUUUPA!

  2. Prezado Alberto,
    Sem dúvidas que o corinthians mereceu a conquista da taça e seu hepta campeonato.
    O time tirou o pé e está fazendo grandes “amistosos” nestas últimas rodadas.
    Fato que o técnico Carille deveria envolver mais jogadores para testes de luxo, enfim, penso eu desta forma.
    Quanto ao Pablo, grande jogador, realmente fez por merecer o que ganhou no clube (em termos monetários), mas, infelizmente, como sabemos como funciona o futebol e outras engrenagens que movem o capitalismo selvagem, ele queria mais…e acabou sem o mais.
    Foi punido rigorosamente e viu seus companheiros festejarem mais um título, diante de seu ego “mercenário” e de seu voraz empresário.
    No que cabe ao meu pensamento, ponto positivo para a diretoria corinthiana.
    Ah, sim, já ia esquecendo, saudações corinthianas brindadas a “laphroaig 10 anos”
    Grande abraço velho amigo.

  3. Helena, ainda bem que o SPFC ganhou, se não já iriam dizer que seria choro de perdedor. Agora fico a vontade pra comentar. É uma vergonha a arbitragem no Brasil e na América do Sul como um todo. E o que prejudicam o SPFC em tudo quanto é competição não é brincadeira. Pênalti ridículo este marcado contra o SPFC, vergonhoso. Aí vai uma dica aos dirigentes do SPFC, sejam mais atentos nos bastidores, senão essas vergonhas continuarão acontendo. Não dá pra dizer que é desonestidade, mas é no mínimo muita ruindade e incompetência de todos que trabalham com arbitragem de futebol.

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