Oh!,Oh!,Oh!, veja só a Islândia

Foto: ELVIS BARUKCIC/AFP

Parecia que havia mergulhado no túnel do tempo e emergido na década de 50: o campo encharcado, todo esburacado, e uma chuva de gols, na Bósnia: 4 a 3 pra Bélgica, uma das esperanças de bom futebol na Copa do Mundo.

E foi aquele jogo do vira e revira, emocionante, em que, no final, a Bélgica, já então classificada, impôs sua técnica mais esmerada e uma disposição espiritual insuspeitada.

Já a França, em Sofia, apesar de seu elenco de ouro, penou pra passar pela Bulgária e manter-se à tona de seu grupo, já que ameaçada pela goleada estrondosa da Suécia sobre Luxemburgo – 8 a 0. O mesmo Luxemburgo que havia arrancado da França, em Paris, um inexplicável empate por 0 a 0.

Bem, ainda falta uma rodada pra garantir de vez a França, uma das favoritas pelo título na Rússia, mas é certo que les bleus, nestas Eliminatórias não conseguiram ainda avalizar isso. É um time repleto de craques e bons jogadores que não pratica um jogo consciente, coletivo, de envolvimento, e que penou pra passar pela Bulgária, que nada tem a oferecer de fato, com o gol isolado de Matuidi, logo antes dos 3 minutos de bola rolando.

E que dizer de Portugal, que pagou todos os seus pecados pra vencer a inexistente Andorra por 2 a 0, gols de CR7 e André, no segundo tempo?

Vai pra repescagem e sabe lá Deus se chegará de fato na Rússia.

A não ser que vença a Suiça, uma das surpresas das Eliminatórias Europeias, na rodada final. Mas, atenção: os suíços vêm fazendo belo papel desde a Eurocopa. Não vai ser fácil, ó, pá!

Mas, surpresa maior não há do que a gelada Islândia, país de trezentos mil habitantes encravado num iceberg gigante, que acaba de meter 3 a 0 na Turquia, na casa da lua crescente. É como se o Papai Noel, que vem daquelas bandas atiçando as renas de seu trenó, resolvesse presentear aquela gente encapotada, pregando uma peça nos demais – Oh!, Oh!, Oh!.

(Foto: AFP)

 

 

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