Zé e Renato, os velhinhos opostos

Neste sábado, o Peixe tenta manter a vice-liderança – o que seria o bi, caso o Brasileirão termine como está – enfrentando o Verdão no Parque, que, por sua vez, decidiu entregar-se ao torneio que lhe resta de corpo e alma, embora tão distante do líder.

Para tanto, Cuca busca repetir, na medida do possível, a mesma formação que obteve bons resultados recentes. Digo na medida do possível, pois não poderá contar com Edu Dracena e Egídio, suspensos. Entram em seus lugares Luan e Zé Roberto, aquele garoto quarentão.

Garoto quarentão porque a turma espia assim a data do seu nascimento e já vai decretando: tá velho demais pra jogar como lateral-esquerdo, sua posição de origem, embora o craque tenha girado por todas as latitudes de um time de futebol neste anos todos desde seu início na Lusa.

Ora, ora, tenho visto Zé Roberto deixar muito menino veloz comendo poeira justamente atuando nessa posição. É sempre o clichê se sobrepondo à sutil realidade.

Velocidade. Essa deverá ser a toada desse clássico doméstico, pois é como joga o Palmeiras de Cuca, assim como é forçado a jogar o Santos de Levir, sobretudo na ausência de Lucas Lima. E aqui entra o paradoxo: Renato, outro veterano a exemplo de Zé Roberto, pode vir a ser a pedra de toque do Peixe, se conseguir se recuperar de uma inflamação no tornozelo a tempo.

Ao contrário de Zé Roberto, Renato nunca foi veloz. É justamente o oposto, a âncora do meio de campo do Santos, aquele volante-meia que desacelera o jogo em nome da precisão e do equilíbrio da equipe.

Aqui entre nós, o Palmeiras é favorito, pois joga em casa e está mordido por todas as inesperadas desclassificações precoces desde o Paulistão até a Libertadores. Mas, atenção, o Peixe não é vice à toa, não.

 

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