Raposa de ressaca, ou…

(Foto: Cristiane Mattos/Light Press/Cruzeiro)

A questão é saber que Cruzeiro pegará o líder Corinthians no Mineirão: aquele de ressaca pela conquista da Copa do Brasil, com direito a garantir uma vaga na próxima Libertadores desde já, ou a Raposa justamente animada pelo feito de outro dia, disposta a engolir a galinha depenada, como diziam maldosamente do Timão os antis.

Isso implica em saber se o técnico Mano Menezes escalará seu time principal ou optará por uma formação mista, essas coisas que viraram moda no nosso cinzento futebol.

Já o líder, que não consegue repetir neste segundo turno (nem precisa, nem seria possível, de fato) o prodigioso desempenho em termos de resultados do primeiro, não terá Jô, machucado. O mesmo Jô, prata da casa que voltou desacreditado no final da temporada passada, e que, aos poucos, acabou se constituindo no fator decisivo de um time que privilegia a defesa em detrimento do ataque.

E, o pior: seu substituto, pelo andar da carruagem, deverá ser Kazim, o carismático turco abraçado pela Fiel, mas que não tem jogado praticamente nada, sempre que chamado à ação.

Ora, como o Cruzeiro não prima também por sua força ofensiva, é de se esperar um jogo desesperador, traçado do início ao fim naquela tediosa briga pela bola no meio de campo.

Torço pelo contrário, óbvio.

2 comentários

  1. Prezado Alberto,
    Ás vezes nos enganamos quanto a uma expectativa de jogo.
    Um jogo em que o cruzeiro não têm nada a perder ou ganhar, já o corinthians, sim, este precisa e muito dos três pontos.
    Acredito em um jogo morno também, mas essas surpresas que o futebol proporciona, arrisco a dizer em uma grande partida.
    Grande abraço e saudações.

  2. Ao longo da história foram criados slogans para identificar times, duplas de sucesso que se destacaram no futebol. Por exemplo: O carrossel Holandês para identificar o grande time da Holanda de 74. A dupla Casal Vinte formada por Washington e Assis no Flu dos anos 80. Até o meu glorioso Náutico de tempos idos ganhou sim, um apelido na época, de tão bom que era o time pois dificilmente perdia um jogo, o apelido para o Náutico era de Os Intocáveis. Se tivesse que arranjar um slogan para as seleções do Brasil desde 70 escolheria os seguintes, baseado em filmes que assisti:
    1970: Ninho de Cobras
    1974: Crepúsculo dos Deuses.
    1978: Fugindo do Inferno
    1982: Titanic
    1986: Uma ponte longe demais
    1990: Psicose
    1994: Um Homem chamado Cavalo
    1998: Operação França
    2002: 007 Os Diamantes são Eternos
    2006: Calígula
    2010: Os treis Patetas
    2014: Apocalipse Now
    2018: Pra frente Brasil

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *