
A Fiel está tão entusiasmada com a campanha assombrosa do Corinthians neste Brasileirão, que resolveu fazer a festa antes mesmo de a bola rolar no Derby desta quarta no Parque Verde. Uma multidão reuniu-se diante do CT do Timão e ficou ali a tarde toda cantando, dançando, acenando as bandeiras do clube e tal e cousa e lousa e maripousa.
Claro que é uma infusão extra de ânimo nos jogadores. Mas, também pode ter efeito contrário, a faca de dois legumes do saudoso presidente Matheus.
Por falar em Matheus, me vem à memória um Derby histórico, aquele que deu uma das mais gloriosas conquistas do Corinthians – o título paulista do Quarto Centenário -, jogo que terminou por 1 a 1, num Pacaembu encharcado pelas chuvas do verão de 55. Tiro, então, os olhos de Matheus e os desvio para o presidente rival, Paschoal Byron Giuliano, que, às vésperas, foi aconselhado por um pai de santo a colocar o Palmeiras em campo vestido de azul, que era pra dar sorte.
Deu azar.
Digo essas coisas, porque nas regras da superstição, tão cara ao torcedor de futebol, está estabelecido que festejar antes da hora dá azar.
Como não creio em sortilégios, pero que los hay, los hay, prefiro louvar o festejo da torcida alvinegra nestes tempos sombrios em que o futebol tem sido válvula de escape para uma sociedade sofrente do mal da ignorância e dos instintos animais do ser humano.
Mesmo porque não há como comparar a campanha de um e de outro.
O Timão, coeso, jogando quase sempre com a mesma formação, consegue manter uma performance eficientíssima, enquanto o Palmeiras parece mais um campo de provas do que uma equipe no exato sentido do termo.
Sucede, porém, que o jogo será num Parque lotado de palestrinos sequiosos pra ver seu time bater o imbatível rival, baixando assim a crista do líder e reduzindo a distância que os separa. Isso significaria que o Palmeiras, tão decantado pela força de seu elenco, individualmente, voltaria à disputa pela liderança, aliás, o mínimo que se espera de um grupo seleto como esse.
Além do mais, Guerra volta refortalecido ao meio de campo verde que tem sido o calcanhar de Aquiles (não o antigo goleador de carreira tão curto no velho Parque Antártica, mas o semideus grego). E isso pode fazer diferença.
De qualquer forma, é jogo pra se ver ajoelhado diante do altar da sorte e do azar.
Não foi festa e sim incentivo o q é outra coisa.
Na mais fácil e mais injusta medida tomada para conter a violência entre as uniformizadas o jogo terá no palestra só a uniformizada verde. Então os fiéis decidiram incentivar e não comemorar; antes porque não adianta ir ao estádio.
Sobre sorte ou azar é relativo porque foi escolhido um mediador “caseiro” e em lances duvidosos como pênaltis, último homem, impedimento é mais fácil para ele e seus auxiliares, por causa da pressão de uma torcida única onde alvi-negros só estarão representados pela própria equipe, “errar” em favor da equipe da casa. É como estar em uma ilha cercada por tubarões verdes. E eles precisam sair do estádio e ir para casa.
Aí vão dizer: “ah, foi melhor para o campeonato; ah, cavalo paraguaio; ah, o verde investiu mais, imaginem o verde galáctico perder para o time da fazenda”.
Se foi o Ligeirinho. Mais um que se vai e deixa saudades. O grande Eduardo Luis o “Ligeirinho” repórter de campo nos tempos áureos de Firori Gigliotti na Rádio Bandeirantes que nos brindava com inesquecíveis jornadas esportivas. Como diria Fiori: “O moço que ficará para todo e sempre em cima do lance”. À família nossos sentimentos.
o corintians vence facil é o lider
Não há time imbatível.
Quem vencera o duelo do: Gavião versus o Periquito?
O Gavião negro la encima do morro, com médio olhar atento no Periquito; só esperando pra dar um bote mortal, logo, saborear a sua presa, ou o Periquito, diga-se fragil mas agil, conseguira fazer uma boa travessura e escapar das garras do Gaviao.
Espera e veras.
Abços
Obs: estou embriagado ao estilo de vodca Sminorff.
Abcos
Também considero que comemorar antecipadamente da azar, mas na situação do seu comentário, não foi comemoração e sim incentivo ao time. Pelo menos desta zica estamos livre. Agora, tem uma outra que costuma aparecer frequentemente nos clássicos, que é o que está pior colocado na tabela surpreende quem está melhor, que desta sina espero que o Corinthians também se safe.