“Projeto” tricolor

Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Peço desculpas ao amigo Jimi Hendrix e todos os seus demais codinomes (o que me toca mais é o Cartola, com trocadilho), mas, por causa da Mesa Redonda do Flavinho, não pude ver o clássico da Vila por inteiro. Por isso, deixei de comentá-lo.

Mas, vale aqui tecer alguns comentários a respeito das mudanças estruturais da comissão técnica tricolor, que só agora começa a trabalhar pra valer, embora tenha pouco tempo pra tirar o São Paulo da situação vexaminosa em que se encontra na tabela do Brasileirão, depois da derrota por 3 a 2 para o Peixe, que cresce nas mãos competentes de Levir Culpi, mas ainda não o suficiente para os anseios do novo treinador peixeiro.

E o que mudou com a chegada de Dorival Jr. no Morumbi? Quase tudo: preparador físico, treinador de goleiros, a posição de Pintado no quadro geral e, sobretudo, a expectativa de Paulo Autuori, que se demitiu do CAP após a dispensa do técnico Eduardo Batista – o moço sequer chegou a esquentar o lugar no banco do Furacão e já foi soprado pra fora da Baixada.

São os projetos típicos dos cartolas brasileiros: perdeu, cai fora.

Autuori, que já foi campeão do mundo dirigindo o Tricolor, e, apesar disso, acabou defenestrado rapidamente na sua volta, tem o perfil exato para trabalhar como diretor técnico ombro a ombro com Dorival Jr. São dois caras do bem, inteligentes e que conhecem o ofício como poucos.

O diabo é que eles terão de lidar com essa sucessão de cartolas incompetentes, quando não aproveitadores, que vêm de loga data à frente do clube.

Mesmo porque o Sã0o Paulo deveria estar traçando planos agora não apenas pra fugir ao rebaixamento ou algo próximo disso, e, sim projetar um Tricolor capaz de, a partir da temporada seguinte, reatar seus laços com a gloriosa tradição rompida há mais de dez anos por Juvenal Juvêncio e seus herdeiros.

Nem que seja sob a sombra do rebaixamento, que seria o primeiro na história tricolor no campeonato nacional.

Mas, isso significaria adotar um projeto a longo prazo

Quem acredita nessa possibilidade, hein?

5 comentários

  1. Partilho com a totalidade do que foi escrito. O patrimônio, as tradições e as glorias tricolores vem sendo dilapidados há mais de 10 anos, por pessoas aproveitadoras, quando não corruptas, e incompetentes.

  2. O que eu não consigo entender é… “COMO UM CLUBE QUE VENDEU R$ 300 MILHOES EM JOGADORES EM 2017 AINDA ESTÁ MUITO ENDIVIDADE, E NÃO CONSEGUE CONTRATAR NINGUÉM????

    Alguém me explica isso????

  3. Dificilmente, tratando – se de cartolas tupiniquins (sem trocadilhos). Mas…

    Ah é, obrigado pela atencao de vossa maestria.
    E os codinomes? Seguirei entao como ” Cartola ” para fazer uma homenagem aos grandes gestores brasileiros , seja publico ou privado, com trocadilho.

    Abços

  4. Caro jornalista Alberto Helena Jr.

    Acompanho sua brilhante carreira onde discorre sempre com parcimônia a trajetória de nosso futebol. Assim sua opinião sobre este esporte se mostra independnte da cor do clube. Sou são-paulino há 72 anos. Meu maior tricolor de todos os tempos na formação 4-3-3 com respectivos cognomes é: Rogério “Mito” Ceni – De Sordi “Tourinho” – Mauro “Elegância” Ramos – Roberto “O maior de todos” Dias e “Dom” Dario Pereira – Bauer “Monstro do Maracanã”- “Mestre” Ziza e Gerson “Canhotinha de Ouro”- Friedenreich “El Tigre” – Leônidas “Homem Borracha” e o “Mágico” Canhoteiro. Destes não vi jogar Fried, Bauer e Leônidas. Porém a historia do futebol BRASILEIRO garante que eles foram os maiores nas posições. Será que Alberto Helena Jr. concordaria com esta seleção? Obrigado por sua atenção

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