
Taí um jogo em que prevaleceu, finalmente, a excelência do elenco verde. Palmeiras e Grêmio entraram no Pacaembu com seus times reservas, e só deu Verdão, de cabo a rabo.
Ah, mas venceu só por 1 a 0, gol contra de Machado num cruzamento de Veiga lá pelos 32 minutos do segundo tempo, dirá o amigo mais cético.
É verdade: embora com pleno domínio da bola e do espírito do jogo, o Verdão não chegou a criar tantas chances de gol quantas sugeria o seu desempenho. Sempre na penúltima bola na área inimiga, o desacerto ou o corte preciso da defesa tricolor.
Talvez, tivesse sido mais fácil, caso o juiz desse pênalti de Leonardo em Egídio naquela falta que ele preferiu recuar pra trás da linha da área de maneira a mais surpreendente possível, dada à clareza do lance.
Mas, o fato é que, na estreia do volante Bruno Henrique, Cuca montou um meio de campo hábil e leve, capaz de controlar o setor, com os complementares Zé Roberto e Michel Bastos, e acionar com presteza o ataque insinuante formado por Erik, Borja e Keno, que, enquanto esteve em campo, esmerilhou. Basta lembrar aquele lance no qual Keno partiu da sua defesa, aos dribles, em alta velocidade, até chegar à zona de finalização, onde pecou.
Quanto ao Grêmio, preferiu o tempo todo postar-se lá atrás e partir em contragolpes, quando isso dava. E deu naquele lance em que, num bate-rebate na área verde, Egídio salvou em cima da risca. Mas, foi só.
Enfim, mesmo com seus times reservas, o vice e o terceiro colocado (até domingo, pelo menos) do Brasileirão ofereceram um agradável espetáculo, com boa técnica e muita dedicação.
Alberto Helena Jr.
Excelente texto e assino embaixo o seu comentário, e nesse jogo um recado velado ao pocotó itaquerense o Verdão está chegando no momento certo e irá atropelar os gambás em 12/07/2017 lá no entulhão do Lula e da Odebrecht na Zona Lost. Saudações palmeirenses.