
A minha querida fada loura, Michelle, mui digna editora deste site, me pede simplesmente o impossível: prever como se desenrolará o clássico nacional entre Palmeiras e Grêmio, neste sábado.
Em primeiro lugar, porque os dois entrarão em campo com seus times reservas, já que estão de olho mesmo é na rodada da Libertadores do próximo meio de semana. Além do mais, os dois treinadores se negam a revelar quais as escalações das suas respectivas equipes, talvez até porque ainda não tenham se decidido sobre este ou aquele escolhido.
Dos nomes aventados, alguns do Grêmio nunca vi jogar ainda, como o garoto de nome estranho de 19 anos de idade que foi relacionado por Renato Gaúcho para esse jogo.
Sequer o campo de jogo pode servir de parâmetro para que se atribua uma vantagem extra em favor deste ou aquele, posto que o Palmeiras abre mão do Parque para jogar no Pacaembu, embora este seja um cenário mais verde do que tricolor, claro.
Portanto, uma análise de como este deve se armar pra vencer aquele está totalmente inutilizada.
Resta, contudo, um aspecto que deve ser ressaltado: o estado de espírito das duas equipes e que poderá ser o fiel da balança no fim das contas.
O Grêmio revelou na goleada sobre o CAP haver se recuperado amplamente da derrota para o Corinthians em sua própria cancha. Jogou de fronte erguida, com a bola no chão e de forma impositiva.
E o Palmeiras, de seu lado, teve aquela reação espetacular diante do Cruzeiro, o que certamente lhe infundiu um moral extra para o clássico deste sábado.
Portanto, o que se pode prever é que, nesse jogo, os pés e as cabeças estarão submetidos aos ditames do coração, esse eterno inconstante.