
Ufa, até que enfim o Palmeiras ganha uma: 3 a 1 no Flu.
Mas, foi no fio da navalha, pois Fernando Prass, já nos descontos, salvou o empate no cabeceio à queima-roupa de Marcos Jr. E, na recarga, Roger Guedes, em arrancada prodigiosa pela esquerda, finalizou de esquerda, assegurando de vez a vitória, merecida, diga-se.
Merecida, sim, mas não com louvor, já que o Verdão ainda não conseguiu desta vez praticar aquele futebol de alta classe como sugere seu ilustre elenco.
Teve a bola a seus pés a maior parte do tempo, mas continua sendo afobado na condução0 da bichinha em direção à meta adversária. Lá chegou a primeira vez, com Guerra, aos 10 minutos, na sequência de cobrança de lateral por Zé Roberto para o desvio de Willian na área.
Mas, tomou o empate com o Ceifador, depois da veloz escalada de Calazans pela esquerda, aos 18, e só foi desempatar no finzinho do primeiro tempo, quando Guedes limpou dois adversários e rolou para Keno finalizar com precisão.
Bem, se esse período foi mais equilibrado, o segundo tempo pintou-se de verde, fruto de claro refluxo do Flu, que pouco atacou, sobretudo pela ausência de um de seus artífices principais, o menino Rjcharlison, seduzido às vésperas por esse mesmo Palmeiras num gesto, no mínimo, antiético.
Mas, cá entre nós, falar em ética nestes tempos corrompidos até a medula de nossa sociedade soa como pura ingenuidade.
O que interessa é o resultado. E o resultado deste sábado fez a galera verde vibrar novamente no Allianz Parque, revigorando a expectativa de que o Palmeiras, finalmente, caminhe em direção ao destino traçado pelo tamanho do investimento aplicado na robustez de seu elenco.
O Brasil caiu diante da Argentina sem jogar nada. Hoje li nos jornais que Tite se preocupa em escolher um novo capitão como se isso fosse mais importante que o futebol apresentado pela seleção. Por que será que ele não mantem o chorão Thiago Silva no posto? Coisas do Tite, em cuja cabeça fatores secundários podem dar um padrão de jogo ao time. E tem mais, enquanto deveria procurar um primeiro volante que dê mais mobilidade ao time, seja mais criativo para aumentar a posse de bola do meio de campo, Tite inova ao contrário. Tira Fernandinho e coloca Davi luiz um zagueiro para fazer aquela função, ou seja, haja marcação e chega de criação. Por que será que ele não muda esse paradigma, colocando um jogador mais habilidoso para fazer aquela função? Esse é um mistério que continua sem ser respondido por ele e pela maioria dos treinadores falidos do Brasil.
Ética é um princípio universal e atemporal e sem ética nada é verdadeiramente duradouro. Aqui se faz aqui se paga, o carrasco de hoje é o condenado de amanhã e vice-versa. Não é ingenuidade almejar a ética, apenas sinal de sabedoria. Também não é preciso esperar por nada de ninguém, trata-se apenas de uma constatação.