
O galo ainda fazia co-co-ri-có no quintal de casa e a bola já rolava na telinha. Telinha? Um tanto embaçada a imagem, não é mesmo? Ou será que são meus olhos cansados da noite indormida? Mas, que raio de canal é esse? Percebo, então, o logotipo no cantinho da tela: CBF TV. Ah, entendi. Ainda bem que não é em branco e preto.
De qualquer jeito dá pra perceber que essa Argentina de Sampaoli já é outra coisa, o oposto daquela de Bauza (arre!). Marcando em cima a saída de bola do Brasil, a Argentina logo aos 7 minutos criou a primeira grande chance, com Di Maria disparando na trave de Ederson.
Trave que seria novamente atingida, em cabeceio de Otamendi para que Mercado finalizasse sozinho às redes, no último minuto da etapa inicial.
Entre uma e outra, a Argentina foi mais impositiva, embora o Brasil tivesse criado uma oportunidade de ouro com Willian servindo a P. Coutinho na cara do gol, lance conjurado pelo goleiro.
Sem Neymar e com toda a linha de defesa, do goleiro ao lateral-esquerdo reserva, até que nossa Seleção se comportou razoavelmente bem, sobretudo quando Paulinho e Renato Augusto conseguiam levar a bola além do meio de campo, explorando, vez por outra, as investidas de Fagner, em alta velocidade, pela direita.
Mas, no segundo tempo, logo de cara, o cenário muda de figura radicalmente. É o Brasil quem ataca em alta velocidade e com boas trocas de bola. P. Coutinho corta um, corta dois, pela esquerda e dispara bola que bate em Paulinho, creia, na frente do goleiro argentino.
Logo após, Gabriel Jesus atira para Romero defender. Mas, isso não foi nada diante do lance seguinte, aquele em que Gabriel Jesus escapa, limpa o goleiro e bate – poste! Na recarga, Willian pega de primeira – poste!
Ah, desisto, embora nosso time seguisse insistindo, em vão.
No final, resta um gostinho amargo pela derrota, amenizado pelo jogo animado que valeu a pena ser assistido, E, sobretudo, porque mesmo, com tantos desfalques, nosso time teve uma postura altiva, com o que já estávamos desacostumado antes de Tite, mesmo ao perder seu primeiro jogo à frente da Seleção.
Êpa, estou colocando um ponto final nesta croniqueta quando percebo que não falei de Messi. Mas, falar o quê dessa discretíssima participação do melhor do mundo? Melhor calar.
Esse jogo foi pra levantar o moral da argentina. Como é que o Brasil joga contra seu maior rival, com time praticamente reserva.
Como se diz: Falou do diabo, ele aponta o rabo!
Ainda ontem comentamos com você os pressupostos do jogo Argentina X Brasil e dei minha opinião que o Brasil (com ou sem Neymar) está atingindo o pico. Por um lado, mantenho minha opinião por muitos motivos que não estão ligados ao amistoso de hoje. Por outro lado, reconheço que este amistoso foi mesmo apenas um amistoso e o Brasil sem Marcelo e sem Neymar até que não fez feio.
Acho que temos que deixar este resultado para as estatísticas e observar o que vai acontecer com Neymar e Marcelo no time, sobretudo em jogo oficial…
Mesmo com o time da Argentina jogando coisa nenhuma Tite pela milésima vez fez aquilo que ele sabe fazer quando joga com um time mais qualificado, qual seja, dois volantões e jogando pelo resultado, Perdemos para os argentinos. Nada anormal. Anormal seria esperar que com um meio de campo que tem Paulinho Fernandinho e Willian pudéssemos impor um futebol ofensivo e protagonista. Como falei aqui no Blog dezenas de vezes, Tite marcha firmemente para o desastre na Rússia por conta de seu esquema de jogo baseado num meio de campo que só sabe se defender e um meia sem as mínimas condições de dar o toque de inteligência e qualidade ao time. Tite copia Dunga no que ele teve de mais equivocado. Não sabe armar o meio de campo da seleção e o que é mais grave não coloca os jogadores certos(que existem) para fazer aquela função. O certo é que ele perde tempo precioso com jogadores fracassados em outras copas e que repetem os mesmíssimos erros do passado.
É só isso?
Óia só, Joaozinho e Maria do post anterior, ou diria, dois Patifes!
Falando em galo, deixa eu dá o papo.
MEMIL, é clarissimo que tem nao gosto por Tite, porque é torcedor do Periquito e nao aprecia o êxito espetacular que ele teve no Timão.
Vida que segue, molecote.
E João, o que dizer de João?
Melhor se calar.
Engraçado essa crítica velada. Não tenho opinião formada mas pq tanto estranhamento com a ausencia de transmissao da globo?
Meu amigo. A crític não é velada. É explícita. E não se trata da Globo, não. Trata-se de que vivemos na era do HD, quando não cabe mais uma transmissão de tv com a péssima qualidade exibida. Só isso.
Abraços
É verdade, a imagem mais parecia transmissão da copa do México em 70. Mais que valeu a transmissão sem a chatice do Galvão Bueno, isso valeu. Essa transmissão pela Cultura me lembrou as copas do passado quando podíamos escolher o canal ou então eles faziam os famosos pool de tv dividindo a narração entre Band, Tupi, Globo ai dá uma saudade danada como por exemplo de Valter Abrahão e seus famosos bordões “ocho” quando o jogo estava 0 x 0 e “ele” todas as vezes que Pelé pegava na bola.