
Foi um espetáculo tocante a festa promovida pela Juve, em seu Stadium (pra ser pronunciado como manda a regra latina, não pela imposição da língua do Império atual, a que nossos colonizados narradores et caterva se submetem com a mais deslavada subserviência e ignorância).
A torcida freneticamente civilizada, acenando bandeiras, faixas celebrantes, cantos de incentivos, sob um jogo de luzes coreográfico e agradável. Nada que custasse um tostão a mais. Apenas, a expressão do bom gosto.
Um belo revestimento ao novo futebol apresentado pela Vecchia Signora, que, sob o comando de Massimiliano Allegri (não se perde pelo sobrenome), livrou-se dos já desgastados grilhões do Catenaccio (cadeado), para jogar seu time à frente, baseado mais na técnica do que na força.
Basta dizer que essa nova Juventus joga com apenas um volante de fato – Khedira, que foi logo substituído nesta decisão da semifinal com o Mônaco, por lesão. Entrou no seu lugar Marchisio, que, se não tem a mesma dimensão técnica do titular, também sabe jogar com a bola nos pés.
E, mesmo diante de um dos dois ataques mais realizadores da Europa nesta temporada, a Juve não apenas defendeu o resultado de 2 a 0 obtido no jogo do Principado.
Pois, quando teve de fazer uma substituição, colocou Cuadrado, um ponta ofensivo, embora já estivesse ganhando e fosse mais ajuizado, nos padrões dos nossos técnicos pragmáticos, assegurar o placar com um volante ou zagueiro a mais.
Guardou-se bem, é claro, que ninguém é tonto. E, se entrou com um lateral mais defensivo pela direita, Barzagli, liberou o nosso Daniel Alves entre a ponta e a meia-direita, E o brasileirinho deu show: marcou, recuperou bolas providenciais, driblou, distribuiu passes e esteve na origem dos dois gols de seu time que lhe asseguraram a ida definitiva a Cardiff, na final da Liga dos Campeões.
Na primeira vez, deu aquele centro exato para Mandukicz cabecear para, no rebote do goleiro, marcar o primeiro gol da Juve. Na segunda, pegou um sem pulo de fora da área fulminante, marcando o segundo gol.
Portanto, na soma dos quatro gols do seu time nesta semifinal, Dani Alves foi decisivo em todos.
Assim como vale ressaltar a atuação de outro brasileiro, o lateral-esquerdo Alex Sandro, projetado pelo Santos, com bela passagem pelo Porto antes de se firmar no Juventus de tantos campeonatos italianos conquistados nos últimos anos (já perdi a conta). Canhoto, joga fácil pela esquerda; marca e ataca com o mesmo senso de equilíbrio e habilidade. Merece um olhar atento de Tite.
Quanto ao Mônaco, restou-lhe atacar e atacar. Em vão, já que a defesa da Juve é praticamente intransponível, com aquela dupla de zaga infalível – Chiellini e Bonucci -, sem falar em Buffon, um dos três maiores goleiros da história mundial, senão o melhor (pra mim, os outros dois seriam o alemão Sepp Maier e o argentino Amedeo Carrizzo), embora tenha alcançado o seu gol, com Mbappé, o que apimentou o jogo até o final.
Assim, a Juve chega a Cardiff para a decisão do título de fronte erguida e com todas as condições de passar por Real ou Atlético, que decidem a vaga final nesta quarta-feira. Clássico de Madri, o que lhe dá aquele toque de imponderabilidade próprio desse tipo de confronto.
Mas, o Real saiu na frente, com uma vantagem de 3 a 0, o que lhe facilita muito a vida. Além disso, tem mais recursos técnicos do que o Atlético (e até da Juve, em caso de disputa da taça). Tanto, que a turma por lá, em razão dos últimos sucessos da equipe reserva do Real no campeonato espanhol, anda desconfiando que os do banco superam os do campo.
Vejamos, vejamos, com olhos brilhando de prazer.
Buffon e Neuer, sao os dois melhores que fizeram meus modesto olhos castanhos ficassem brilhando de ternura e paixão.
Abços
A Juventus tem tudo pra fazer história e ganhar a Champions 2017 ! Vai Barcelona, vai mandar o Daniel Alves embora, vai…
O sr. voltou, mestre João Saldinha ?
é monaco é bem melhor que juve tecnicamente apezar de a juve ser espetacular mais são novos ainda falta a confiança dos craques