Real, claro

Foto: AFP

Como era de se esperar, seria quase impossível o Atlético de Madri tirar em casa a vantagem de 3 a 0 obtida pelo Real no Bernabéu, pelas semifinais da Liga dos Campeões.

Pois, o anjo dos sortilégios bateu suas asas sobre o Calderón nos primeiros dezesseis minutos de jogo, quando os colchoneros, aplicadíssimos, atiraram-se sobre a mesa dos merengues a devoraram rapidamente, ensandecendo sua torcida: 2 a 0, assim, ó, logo de cara.

Mas, aos poucos, o Real, até então desorganizado, se aprumou e passou a tocar a bola e a envolver o adversário, que, pela lei do escorpião, recuou, como de praxe.

Sobreveio, então, o gol de Isco, em rebatida do goleiro, e o resto foi entregue às mãos providenciais do goleiro Navas, que salvou meia dúzia de chances claras do Atlético, embora o Real tivesse pleno domínio da partida, com cerca de 65 por cento de posse de bola, mesmo sem contar com Cristiano Ronaldo, apagado durante todo o tempo.

Contou, isso sim, com Casemiro nos desarmes e saída de bola, e, sobretudo, com Benzema, que protagonizou jogada espetacular, driblando três em cima da risca de fundo, pela esquerda, antes do disparo de Krool e da finalização de Isco, no rebote do goleiro.

Assim, Real e Juve se encontram em Cardiff pra resolver essa situação.

Jogo pra mais de metro, meu.

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