Pesadelo em Ribeirão

Foto: CELIO MESSIAS/Gazeta Press

É nessas horas que me arrependo profundamente de não ter tido juízo para fazer um pé de meia capaz de me livrar deste ofício, outrora tão aprazível.

Sou obrigado a ficar plantado em frente à tv só pra ver esse torturante primeiro tempo entre Botafogo e Corinthians, enquanto a mente vagueia entre gastar esse precioso tempo debruçado sobre bom livro, ou ouvindo música (não esse bate-estaca barulhento vigente), quem sabe flanando pelo centro do Grão Ducado de Ibiúna para apreciar as graças de nossas moreninhas e japinhas incomparáveis.

Mas, não: sou forçado a ver essa bola sendo maltratada por vinte e dois marmanjos de calções e chuteiras só pra dizer algumas tontices ao amigo, logo após o juiz abreviar essa tortura.

O Botafogo, sem a menor criatividade, bem que tenta romper a retranca alvinegra, que, por sua vez, depende apenas de Jô, que, aos 43 minutos do primeiro tempo, criou a única chance de gol, defendida pelo goleiro, que Maicon, no rebote, de cabeça, replicou para Bileu defender.

Na recarga, pênalti de Balbuena, que entrou nas pernas e no corpo do adversário dentro da área, sem que o juiz tomasse sequer conhecimento.

No segundo tempo, a tragédia recebeu toques de comédia, quando o juiz interveio duas vezes nas jogadas, matando uma bola no peito e outra levando com a coxa, culminada por aquela furada espetacular de Romero à entrada da área.

Isso, sem falar na única instrução de Carille a seus jogadores, reproduzida pela bela e competente Fabíola, da Sportv, quando o técnico orientou o goleiro Cássio a dar chutões em direção a Romero, que acabou sendo substituído por Léo Jabá, depois de Camacho ceder seu lugar ao estreante Clayton.

Tudo em vão. E o jogo terminou num imenso zero, o que deixa o Timão em condições de sonhar com a classificação em Itaquera.

Pelo menos, o pesadelo terminou antes da hora deste pobre escrevinhador ir dormir.

 

 

4 comentários

  1. A atuação em Maringá foi infinitamente melhor, e respaldadas os devidos ofícios, peço deferimento ultabórguiano ! Eu vi ele jogar a selva fora !

  2. Falou tudo Helena, o futebol de uma maneira geral está medonho. Sempre que o Botafogo joga, me lembro da primeira vez que fui a Vila, foi contra esse mesmo Botafogo. Sei que até o fim dos meus dias, nunca mais verei um meio de campo como esse: Clodoaldo, Ailton Lira e Pita, que municiavam um ataque com Nilton Batata, Juary e João Paulo. Pode juntar os 22 “jogadores” mais todos os reservas do jogo de ontem, que não da para tirar UM PITA!!! Pobre futebol!!!

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