
Nestes tempos sombrios em que a febre amarela anda dizimando nossos símios, sinal da súbita volta à época das Capitanias Hereditárias (será que chegamos mesmo a sair definitivamente delas?), a Velha Macaca bateu no peito, desceu do galho e engoliu o Peixe, depois de cozinhá-lo em banho-maria por pouco mais de noventa minutos.
Não, claro que não foi um massacre, coisa do tipo. Nada disso. Simplesmente, a Ponte, em seu campo, foi mais assertiva e viva do que o Santos, um time desfibrado e desarticulado, que, ao longo de toda a partida, teve uns poucos surtos ofensivos.
A Veterana também não chegou tantas vezes à área santista para justificar um placar mais generoso do que esse 1 a 0 final, gol de Pottker, aos 20 minutos do primeiro tempo, em jogada de Nino Paraíba que passou por Cleison antes de chegar ao artilheiro mor do campeonato.
O mesmo Pottker que poderia ter ampliado seu placar particular não fosse Vanderlei defender na sequência dois disparos à queima-roupa do atacante – um, de cabeça, outro, um tiro que explodiu no rosto do goleiro caiçara.
O Santos só foi dar sinal de vida já no finzinho da partida, depois da entrada de Copete no lugar de Vítor Bueno, que, por sua vez, havia criado na primeira etapa uma boa chance conjurada por Aranha, autor, aliás, pouco antes, de providencial defesa em tiro de Ricardo Oliveira.
Pouco pra justificar o empate, mas o suficiente para o Peixe ficar esperto no jogo da Vila.
NA LINHA DO GOL
Convenhamos: assistir ao jogo de Campinas foi verdadeira paga pelo prazer de ter visto aquele show de bola do Bayern na goleada por 6 a 0 sobre o Augsburg, pela manhã. O jogo flui como límpida correnteza, interrompida aqui e ali por saltos prodigiosos de individualidades únicas no futebol mundial. Aquele gol do nosso Tiago Alcântara, então, em que a bola correu de pé a pé na área inimiga até chegar à finalização do brasileirinho nascido na Itália e naturalizado espanhol, não sem antes o companheiro oferecê-la de calcanhar… Jogada, aliás, que se reproduziu com Lewandowiski e Muller por mais duas vezes ao longo da partida. Dá gosto de ver esse Bayern jogar, contrariando todas as receitas do tal futebol moderno que, de fato, não podia ser mais antiquado com esse pega-pega cinzento e inconsequente.
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É meu querido velhote, o tal futebol moderno que alguns de seus colegas de microfone insistem em dizer ; é esse atual ,2 linhas de quatro la atras e bola no ataque nos contra-golpes.
É aquele pega-pega do Chelsea do Conti , do United do Mourinho e bela cia defensiva.
Futebolzinho ridiculo e nada atrativo pro torcedor amigo.
E o que dizer do Ancelloti: alguns comentaristas dizem que ha dois tipos de tecnicos: o arquiteto e o administrador; que Ancelloti apenas administra, trabalhos montados como o Bayern do Guardiola,
Bom, seja la oque ele for , de fato o Bayern vem jogando o fino da bola.
Abćos.
Esse Potter é meio vaca-braba, não tem habilidade, mas faz gols ! Eu digo que é vaca-braba porque corre de cabeça baixa ! Mas se faz gols, deveria ser chorado por Tite !