Mas como seria contra os europeus?

Foto: Pedro Martins/Mowa Press

O Brasileiro, que era um otimista de carteirinha, hoje em dia desconfia até da sagrada picanha do churrasco de domingo e da linguiça da feijoada tradicional dos sábados. Não é pra menos, diga-se.

Dessa desconfiança, obviamente, não estaria livre nossa Seleção, apesar de todas os avanços recentes, desde que Tite assumiu a direção da equipe.

Logo na sequência da brilhante vitória sobre o Uruguai por 4 a 1, já se levantam vozes de advertência: sim, tudo bem, parabéns, mas quero ver como esse time se dará diante dos grandes da Europa.

Justa questão.

Mas, se o amigo me permite, gostaria de amenizar os temores dos apreensivos.

Claro que, aqui ou ali, vamos perder este ou aquele jogo. Talvez, até jogando mal, sobretudo, se não tivermos Neymar em campo, pois esse carinha faz a grande diferença, dia sim, outro também.

Mas, não é o que sugerem os últimos sete jogos da Seleção sob o comando de Tite contra seleções sul-americanas, pelas Eliminatórias ou em amistosos.

A propósito, neste meio de semana, vi em ação Alemanha, Inglaterra, Espanha e Itália, quatro das principais seleções europeias.

Ingleses e alemães jogaram desfalcados de jogadores-chave, é verdade. Mas, o jogo foi pífio. Equilibrado, sim, mas nada que justificaria maiores medos em relação ao Brasil.

A Itália venceu a frágil Albânia, em Parma, por 2 a 0, em jogo mais ou menos equilibrado. Mas, essa é a história do futebol italiano: joga do mesmo jeitinho diante tanto dos grandes quanto dos pequenos, e vai somando seus pontinhos.

Podemos perder para a Itália, num jogo amistoso ou pela Copa? Claro que podemos, mas é improvável, se compararmos o futebol apresentado até aqui por um e pelo outro.

E a Espanha? Bem, a Espanha deu um passeio em Israel. Pressionou o tempo, não abandonou jamais o campo adversário, e meteu 4 a 1, graças a um meio-campo excepcional, formado por Busquets, Tiago Alcântara, Iniesta e David Silva, o astro do jogo, autor de um gol, uma bola na trave e várias jogadas de alto nível.

E olhe que Fàbregas nem no banco estava.

Esta, sim, seria uma seleção capaz de bater ficha com o Brasil de Tite, neste momento.

Resta saber algo mais sobre a França, que neste sábado, pega Luxemburgo. Pois, a França tem um elenco de respeito, pelo menos no que tange ao nível técnico da maioria de seus jogadores. É preciso ver, porém, como eles se ajustam coletivamente em campo.

Vejamos, vejamos.

7 comentários

  1. Helena ,até a copa tudo pode mudar ,mas o time de Tite esta muito confiante e isto é bom para nosso futebol ,mas só lembrando o Paulinho é um autentico centroavante e um falso volante.

  2. Caro Alberto,
    Você é um jornalista experiente e sabe o que fala.
    A seleção do Tite é uma formação nova (técnica e taticamente), veja que enfrentamos um Uruguai em que o técnico comanda nada menos do que 11 longos anos, e, mesmo assim, o Sr. Adenor deu um “nó” na gravata do Tabárez, não é mesmo?
    É aquela história do grupo que pode mais, isso independe de anos a “fio” no trabalho árduo de Técnico.
    A inteligência e leitura do jogo é o que valhe, ao menos nos dias atuais.
    Finalizando, acredito que a seleção brasileira comeria uma ótima “paella”, seja lá ou aqui.
    Grande abraço.

  3. O Brasil precisa manter a sua principal estrela pra 2018; a humildade ! As últimas copas, foram perdidas pela soberba e essa coisa de hierarquia que foi herança dos títulos de copa das confederações ! Esse time pode crescer muito nas mãos do gênio Adenor Bachi, mas sem vaidade e com muito trabalho ! Adenor vitalício na seleção, o Brasil já abraçou essa campanha ! Que urro, Billy !!! Pá !

  4. É meu velho Bebeto.
    Se o amigo me permite , queria corrigi-lo sobre o texto anterior – ao voce dizer que William cruzou a bola no peito de Paulinho . – foi Dani Alves que deu cruzada perfeita.

    Abćos

  5. Mas Como seria contra os Europeus? –
    Voy a desfrutar, ja diria o velho torcedor do El Clasico de Real e Barça.

    Principalmente se a canarinho jogar contra a grandes europeias; Alemanha e Espanha – que ambas tem no plantel; os melhores meio-campistas do futebol Europeu. – e que praticam o melhor jogo em campo.

    Alemã com Tony Kross, Khedira, Ozil e cia bela. Espanha com Busquets , Fabregas e Thiago Alcantara, Iniesta e outras peças.

    Abćos.

  6. A seleção para jogar aqui na América do Sul dá pro gasto, mesmo porque a seleção da Argentina está um bagaço. Ouso dizer que num campeonato na Europa corremos riscos grandes. Eu acho que ao invés de ficarmos discutindo resultados, deveríamos discutir os jogadores posição a posição para vermos onde precisamos melhorar.
    A seleção tem ótimos goleiros, os laterais são bons temos deficiência na zaga, acho Miranda um pouco lento apesar de estar jogando bem. O ataque tem também ótimos jogadores. Portanto, o ponto frágil do Brasil está no seu meio de campo. E ai é onde acho que Tite está falhando. Alberto Helena sabe até porque acompanhou muitas copas que uma seleção para ser campeã mundial tem que ter um meio de campo diferenciado com muita qualidade. Não basta ter um meio de campo que desarme bem. O meio de campo tem que ser habilidoso suficiente para criar jogadas, pensar e cadenciar o jogo em momentos críticos. Um meio de campo campeão tem que ter jogadores inteligentes e não somente habilidosos. Ao meu ver com todo respeito não consigo imaginar Casemiro, Fernandinho, Paulinho, Willian com perfil suficiente para levar o Brasil a a ganhar o campeonato na Russia. Critico muito o Tite só por isso. Tite precisa de alguma forma dar muito mais qualidade a esse meio de campo. Ele precisa jogar no máximo com um volante e mais 3 meias muito habilidosos. Entre Casemiro e Paulinho para fazer a função prefiro ainda o Paulinho. Ou o Tite altera esse meio de campo tornando-o mais habilidoso e rápido ou não vai se dar bem.

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