Peixe passa. Verdão tropeça. E o Majestoso?

(Foto: Ivan Storti/ Santos FC)

Por ordem de entrada, o Peixe, que foi a Santo André para colher uma vitória apertada, por 1 a 0, gol de cabeça de Copete em belo passe por cima de Lucas Lima. Apertada no placar, mas nem tanto na bola rolando, pois o Santo André, embora marcasse bem, agredia pouco.

Já o Santos, que passou a maior parte do jogo tentando se livrar da bem aplicada marcação adversária, mesmo assim, chegou a criar três ou quatro chances claras justamente com seu artilheiro Ricardo Oliveira, que as desperdiçou, uma a uma.

De qualquer forma, vitória preciosa para o Santos, o bicampeão paulista que ainda luta por uma vaga nas quartas de final do Paulistão.

Por seu lado, o Verdão, que recebeu o lanterninha Audax, creia!, no Parque, viu os vermelhinhos tomando conta da bola ao longo de todo o primeiro tempo, e só abriu a contagem com Roger Guedes colhendo rebote do goleiro em disparo de Michel Bastos de fora da área no último minuto.

No segundo tempo, a coisa rolava do mesmo jeito, com uma diferença – o Audax buscava ser mais incisivo. E o foi com Rafinha, perdendo gol feito. É verdade que, na recarga, Alec e Vitor Hugo, ambos de cabeça, à queima-roupa, foram obstado pelo goleiro Felipe Melo, em duas defesa espetaculares na sequência.

Mas, aos 20 minutos, Betinho literalmente furou a rede verde num tiro fatal à entrada da área: 1 a 1.

Foi a partir daí que o Palmeiras acelerou seu jogo, sobretudo depois das entradas de Erik e William, que, em esperta tabelinha produziriam o segundo gol de seu time – William bate, o goleiro rebate e o atacante, de peixinho, desempatou o jogo.

(Foto: Sergio Barzaghi/Gazeta Press)

O Audax, porém, justificando seu nome, em veloz contragolpe, voltou a empatar, num mágico toque por cobertura de Léo Artur diante de Jaílson.

Claro, o Verdão jogou mais uma vez com seu mistão, já está classificado e cousa e lousa e maripousa, mas bem que poderia ter feito algo mais.

E o Majestoso deste domingo, oferecerá algo mais?

Além da rivalidade, desconfio que muito pouco.

Corinthians e São Paulo vêm de resultados e desempenhos pífios.

E ambos têm lá seus problemas adicionais: no Corinthians, Rodriguinho é dúvida; no Tricolor, a dúvida é saber quem joga na lateral-direita, pois Bruno está fora e Buffarini (argh!) serve à Seleção de Bauza.

Para o lugar de Rodriguinho, se necessário, Carille tem à mão Camacho, o que não altera muito o cenário alvinegro.

Já para a vaga de Bruno, Ceni terá de improvisar alguém por ali. Wellington, aquele volante lento, prata da casa, que não deu certo em clube nenhum por que passou nos últimos anos? O menino Araruna, que substituiu Bruno por um tempo no último jogo? Ou Tiago Mendes, o que me parece mais adequado para a função, pela velocidade, a capacidade de marcar e o passe um tantinho melhor do que os demais cotados.

Mesmo porque Cícero volta ao meio de campo, o que permitiria a Ceni escalar Araruna e Lucas Fernandes como meias destinados a abastecer o ataque.

De qualquer forma, no clássico, as atenções estarão mesmo voltadas pra dois garotos, um de cada lado: Luís Araújo, pelo Tricolor, e Pedrinho, pelo Timão. São os que podem dar um tempero bem brasileirinho a esse jogo que se prevê insosso.

 

2 comentários

  1. Alberto Helena Jr,

    Excelente texto e análise mas em relação ao jogo, é que no jogo do meu time o Verdão, o Audax não teve esse domínio todo propalado, na realidade foi um bom jogo com as duas equipes muito determinadas e buscando a vitória até o último minuto, o empate foi bom para o Verdão que somou mais um ponto com o seu time alternativo no objetivo de todo o grupo em chegar em primeiro lugar a frente de todos os outros times nesta fase do campeonato, já o Audax jogou a sua vida na competição na tentativa de permanência na série A para 2018. Saudações palmeirenses.

  2. Na realidade, o Santos está melhorando e o Palmeiras continua equilibrado,,acho que continuam e são as duas maiores força, no nosso futebol para 2017, um ou outro sairá campeão.

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